
O anúncio do hiato militar do SEVENTEEN (세븐틴) deixou o fandom imerso em sentimentos de despedida. Mas Vernon e THE 8 encontraram a melhor forma de transformar a melancolia em celebração ao presentear os fãs com o debut da 6ª unit oficial do grupo, V8, nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026.
Desde que o grupo começou a explorar diferentes combinações entre seus integrantes, cada unit encontrou uma identidade própria. BSS apostou no alto astral, JxW ( Jeonghan X Wonwoo) se inspirou em lendas urbanas, HxW (Hoshi X Woozi) apresentou uma proposta mais divertida, CxM (S.Coups X Mingyu) incluiu um clássico para marcar a estreia e DxS (DK X Seungkwan) mergulhou no poder vocal das baladas. V8 é a primeira dupla a se inspirar na música eletrônica para guiar todo o álbum.
Não é difícil entender por quê. Vernon sempre foi o mais inquieto quando o assunto é experimentar gêneros, enquanto THE 8 construiu, ao longo dos anos, uma identidade artística cada vez mais ligada ao gênero. Em V8, os dois assumiram a cabine do DJ: participaram da composição, produção, conceito visual e até da construção do MV, cercados por nomes como Mechatok, Dylan Brady, Kirara, Bumzu e Pharrell Williams.
Sob o conceito de uma juventude consumida — marcada por dúvidas, crescimento e recuperação — o miniálbum de estreia transforma lembranças pessoais em combustível para seguir acelerando. É um disco que mistura texturas eletrônicas com coreano, inglês e mandarim, além de injetar a energia criativa da dupla para criar um set de festival comandado por Vernon e THE 8. Embarca comigo?
O êxtase magnético de um festival sob o comando de “singasong”
Com participação de Vernon e THE 8 e do produtor e DJ alemão Mechatok, a title track “singasong” transforma referências que poderiam soar incompatíveis em uma experiência surpreendentemente harmoniosa. Bubblegum pop, hyperpop, dance-pop e future bass convivem sem disputar espaço, criando uma faixa que parece estar em constante movimento, como se acelerasse um pouco mais a cada nova seção.
A introdução aposta em sintetizadores delicados e vocais quase etéreos antes de abrir caminho para uma bassline pulsante. O refrão explode em uma parede de camadas eletrônicas, enquanto o clímax abraça o future bass com sintetizadores expansivos. Existe uma identidade muito clara guiando todas essas influências.
Boa parte desse equilíbrio vem das trocas entre Vernon e THE 8. Suas vozes deslizam pela instrumental com naturalidade, explorando diferentes texturas enquanto alternam do coreano ao inglês e ao mandarim. O mix dos três idiomas não é como mero recurso estilístico aqui. No Q&A sobre o álbum, THE 8 explicou que cada um escreveu as letras na língua em que conseguia expressar seus sentimentos de forma mais honesta, tornando essa mistura multicultural uma extensão da própria identidade da dupla.
É quase impossível terminar a música sem repetir automaticamente “Uh-huh, sing a song”. O hook é simples e minimalista, mas encontra na repetição sua força hipnótica. E quanto mais a faixa avança, mais fica evidente o cuidado da produção — algo reforçado pelo próprio Vernon, que participou inclusive das sessões de mixagem para lapidar cada detalhe do resultado final.
Visual & MV
O MV de “singasong” embarca em uma vibe futurista de alta velocidade que traduz visualmente a rica textura sônica da música. Carros voadores, cavalos atravessando cenários digitais, explosões de cores e ambientes que lembram videogames criam um universo onde realidade e fantasia coexistem o tempo inteiro, acompanhando as constantes mudanças de textura da instrumental.
A coreografia acompanha essa proposta. Vernon e THE 8 demonstram uma sintonia construída muito além do palco: uma dupla com repertórios distintos que encontra um ponto de convergência na experimentação. Não à toa, THE 8 participou ativamente da concepção visual do vídeo, trazendo sua experiência prévia na produção de filmes de arte para ajudar a construir a identidade visual da estreia do V8.
Destaques
- “Killing Part”: o refrão transforma a música inteira em um único grande gancho. Basta o “Uh-huh, sing a song” entrar acompanhado pela coreografia para entender por que a faixa tem tanta cara de festival: é impossível não querer cantar junto.
- Bastidores: a primeira audição pública de V8 aconteceu em uma listening party com formato de DJ set, em que THE 8 assumiu as pick-ups para apresentar parte das músicas ao vivo.
- Para quem gosta de…: faixas feitas para a pista de dança como o álbum Glow do XngHan&Xoul, Atmos do SHINee, “Impossible” do RIIZE ou Whiplash do aespa.
Tracklist que funciona como um DJ set do começo ao fim
As b-sides de V8 mostram o quanto Vernon e THE 8 pensaram este miniálbum como uma experiência contínua. Em vez de alternar gêneros para demonstrar versatilidade, a dupla organiza a sequência das oito faixas como se estivesse conduzindo um set de música eletrônica: cada transição parece preparar o mood para a próxima explosão de energia.
A festa começa com “Friend” e uma curta introdução que emociona ao resgatar um áudio da infância de THE 8 dizendo que sonhava em se tornar uma estrela. “BEAT” aumenta a intensidade das batidas com graves mais encorpados e sintetizadores pulsantes, preparando naturalmente a chegada de “singasong”.
Na segunda metade, o álbum encontra seu momento mais pop em “girlsnboys”, com Pharrell Williams e Bumzu, colaborador de longa data do SEVENTEEN. O groove característico do produtor americano traz uma leve quebra na atmosfera futurista da tracklist. Já “coloring” oferece um dos momentos mais melódicos do disco, equilibrando sintetizadores delicados com uma linha vocal acolhedora.
Os solos também ganham os holofotes. Em “mia”, Vernon mergulha em flows descontraídos embalados por uma produção minimalista, enquanto “8DM” valoriza as texturas vocais e o senso refinado de atmosfera do THE 8. O encerramento com “rat race” traz uma última dose de trap futurista antes de desligar as luzes da pista.
V8 parece muito mais um álbum pensado para ser ouvido de uma vez do que uma coleção de singles. Há uma fluidez entre as faixas, reforçada pela produção assinada em conjunto por nomes como Mechatok, Kirara, Dylan Brady e Pharrell Williams ao lado da dupla. É o tipo de disco que cresce a cada audição, quando os pequenos detalhes de mixagem e as conexões entre as músicas começam a aparecer. A única ressalva real fica por conta da curta duração de algumas faixas, quase todas abaixo dos três minutos.
✈️ Avaliação da Guia — V8
🛫 Status do voo
Decolagem precisa, pouso antecipado pela curta duração das faixas
🎧 Experiência a bordo
Quanto melhor o fone, melhor a viagem (dá para focar bem nas mixagens)
💺 Assento
Primeira classe, especialmente para quem gosta de música eletrônica
📍 Destino
Um palco de festival eletrônico iluminado por luzes de LED no momento em que o DJ aumenta o volume e o público canta junto, sem querer que a última música chegue ao fim
🗺️ Dados do voo
Tripulação: THE 8 e VERNON
Álbum: V8
Title Track: “singalong”
Highlights: “Friend”, “BEAT’” e “rat race”
Embarque: 29 de junho de 2026
Companhia: PLEDIS Entertainment (HYBE)
Se você pudesse montar a próxima unit do SEVENTEEN sem nenhuma limitação, quais integrantes escolheria e que gênero musical eles explorariam? -ˆ-ˆ-v