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Review: Sword Art Online II une Aincrad e magia de ALO às armas de GGO

Sword Art Online II Kirito vs Death Gun

Se antes o anime SAO mergulhou na magia dos games de MMORPG (Massively Multiplayer Online Role-Playing Game), em Sword Art Online II vemos o encontro de elementos do RPG com o TPS (Third-Person Shooter). As idas e vindas entre o mundo virtual e o real continuam entre os sobreviventes de SAO (arco Aincrad), que agora passam a maior parte do tempo no universo de ALO (arco Alfheim), mas ninguém está preso em um jogo de realidade virtual e todos os jogadores podem se deslogar quando bem entenderem. E morrer no jogo não significa morte na vida real. 

No entanto, um novo mistério vem à tona. No VRMMO Gun Gale Online, aparentemente, um avatar conhecido como Death Gun consegue causar. a morte de pessoas na vida real ao usar uma arma especial no jogo, a Death Pistol. E quem vai investigar é o Kirito. Vem comigo que vou contar o que eu achei da segunda temporada de Sword Art Online!

Ficha técnica

Sword Art Online II Kirito, Sinon e Death Gu

Gênero: Ação, Aventura, Fantasia Sci-Fi, Drama, Romance

Estúdio: A-1 Pictures

Baseado em: Light Novel

Número de Episódios: 24

Estreia: 2014

Resumo

Um ano após os acontecimentos em Aincrad no universo de Sword Art Online (SAO), os sobreviventes estão mais ativos do que nunca no mundo mágico de Fairy Dance em Alfheim Online (ALO). A paz, porém, não dura muito, já que Kirito logo é convocado a desvendar o mistério por trás das mortes de jogadores em outro game de realidade virtual: Gun Gale Online (GGO). O responsável é um avatar misterioso conhecido como Death Gun. Com sua arma Death Pistol, seus alvos morrem no jogo e sofrem um ataque cardíaco fulminante na vida real. Também conhecemos a jogadora veterana Sinon, que guia Kirito pelo game.

Sword Art Online II: da magia às armas

Sword Art Online II Sinon, Kirito e Death Gun

“Qual é a diferença entre o mundo real e o mundo virtual? Apenas a quantidade de informação.”

Antes de começar a falar em Sword Art Online II, vamos nos situar na timeline do universo de SAO. Até aqui, temos a light novel de Reki Kawahara que deu origem a tudo, 10 adaptações em mangás, os filmes Sword Art Online: Extra Edition (2013) e Sword Art Online: Ordinal Scale (2017) e o arco mais recente com Alicization, além de diversos games baseados na série para os mais diferentes consoles. Sem contar o spin-off de GGO com novos personagens.

Graças à popularidade de SAO, veio a segunda temporada do anime, que explora os arcos Phantom Bullet, Caliber e Mother’s Rosario. Assim como a primeira temporada, SAO II nos leva mais uma vez a uma imersão nos jogos de realidade virtual. Dessa vez, nada de mágica, são as armas que entram em ação, já que Gun Gale Online — o mais novo sucesso entre os players da série — é um game de tiro em terceira pessoa. A narrativa, porém, é parecida, com as mortes dos jogadores também na vida real, que sofrem um ataque cardíaco logo depois de levarem um tiro no jogo. Diferente do universo de Aincrad, não é o jogo, mas um avatar mascarado — Death Gun — o responsável. Cabe ao Kirito descobrir quem é o personagem misterioso e colocar um fim em seus planos.

Também descobrimos como o protagonista — que agora divide os holofotes com a jogadora veterana de GGO Sinon — conseguiu a espada Excalibur. Aliás, enquanto Sinon é uma sniper de elite no jogo, no mundo real Asada Shino tem trauma de armas devido a um incidente quando era criança. Interessante, né? Eu só não entendi bem por que o personagem do Kirito, quando convertido de sua conta em SAO para o GGO, é um avatar feminino. Alguém sabe?

Para fechar a temporada, conhecemos um pouco mais sobre a Asuna, seu relacionamento com a mãe e a clássica pressão para jogar menos e estudar mais. Para Asuna, sua vida em SAO (experiências e amigos) é tão real quanto o seu dia a dia fora do jogo, o que mostra bem o tema da realidade virtual e a influência no mundo real. Também somos apresentados a Konno Yuuki e ainda temos a reunião dos sobreviventes de SAO que voltam ao jogo para zerar todos os andares de Aincrad, já que o game terminou antes.

Outro ponto que vale destacar ao comparar as duas temporadas do anime é que a primeira trouxe muito mais ação do que a segunda. Sword Art Online II tem um balanço com um foco maior no desenvolvimento dos personagens. A adaptação dos três arcos ganhou 24 episódios e foi lançada em 2014 (dois anos depois). Eu vi logo depois de terminar SAO na Netflix, já embalando a maratona. E agora, estou aqui para compartilhar as minhas impressões.

Os arcos de Sword Art Online II

Link Start! A partir daqui, cuidado com os spoilers! Se você acompanhou a duas temporadas de Sword Art Online deve ter percebido a mudança entre os mundos, de SAO para Alfheim Online (ALO) e a inclusão de Gun Gale Online (GGO). Por ainda não ter lido a obra original, apesar de ter pesquisado sobre ela, eu fiquei um pouco confusa. Sem contar a rápida pincelada por outros arcos da obra original como Caliber e Mother’s Rosario. Sob a perspectiva do anime, ficou assim:

2ª temporada de Sword Art Online (SAO)

  • Phantom Bullet
Sword Art Online II Sinon e Kirito em Gun Gale Online

A segunda temporada de Sword Art Online se passa, basicamente, dentro do MMO Gun Gale Online (GGO) dos episódios 1 ao 14. Com boatos de mortes de players no jogo e na vida real, Kirito entra no game ao lado heroína desse arco: Asada Shino, também conhecida como Sinon. O clima é um pouco mais sombrio e misterioso, se comparado aos outros arcos, mas traz bastante ação. 

  • Caliber
Sword Art Online II Caliber

Também parte da segunda temporada — episódios 15 a 17 — Caliber é um extra criado para contar como Kirito conseguiu a espada lendária Excalibur que usa em Mother’s Rosario. Por isso, não tem muito o que falar sobre ele.

  • Mother’s Rosario
Sword Art Online II Mother's Rosario Yuuki e Asuna

O último arco da segunda temporada é apresentado a partir do episódio 18 até o 24. É quando a Asuna troca de lugar com o Kirito e assume o papel de protagonista. Aqui acompanhamos o ponto de vista dela, o conturbado relacionamento com a mãe e sua amizade com a Konno Yuuki em ALO (aquela que derrota o Kirito em uma batalha 1×1). Além disso, vemos o foco um pouco maior no desenvolvimento dos personagens. 

O potencial (melhorado) na narrativa de SAO II

Sword Art Online II Sinon e Kirito

“O mundo virtual é apenas uma forma diferente da realidade.”

Do episódio 1 ao 14, Sword Art Online II parece recuperar o brilho em sua narrativa, assim como acontece na primeira metade de SAO. Após um ano dos eventos em Aincrad, Gun Gale Online é o game da vez. Como é esse novo jogo? Quem é a nova heroína Sinon e como será o seu papel no enredo? Quem é o misterioso vilão? Como o Death Gun consegue levar a morte de um jogador para a vida real? Com tantos questionamentos em jogo e sem saltos no tempo, a história flui melhor, assim como o desenvolvimento dos personagens. Vemos uma abordagem muito mais sombria, séria e madura, um novo lado de SAO.

A partir do episódio 15, voltamos ao mesmo ponto da primeira temporada. Sem mais, nem menos, o universo dark de GGO sai de cena para o retorno do mundo de fantasia de ALO. Eu gosto do universo de Alfheim Online, é muito o meu estilo de MMORPG. O que eu não gosto tanto é da mistura entre os mundos sem criar uma conexão factível, sabe? Para mim, a inclusão dos arcos Caliber e Mother’s Rosario funcionam bem como histórias paralelas. Uma temporada à parte ou, quem sabe, um OVA.

Deixando de lado a falta de conexão entre os dois mundos virtuais, a primeira metade explora bem mais o desenvolvimento de Sinon do que vimos com a Asuna em SAO, enquanto a segunda parte traz uma proposta diferente — menos ação, mais gênero slice of life (cotidiano). Conhecemos um pouco mais da protagonista e as suas motivações ao explorar o relacionamento de Asuna com a mãe e o seu envolvimento com a Yuuki em ALO. 

1ª Parte: Phantom Bullet

O primeiro arco de Sword Art Online II — Phantom Bullet — é o mais longo e se estende até o episódio 14, no universo de Gun Gale Online. Depois de SAO, GGO se tornou um dos VRMMO (Virtual Reality Massively Multiplayer Online) mais populares entre os jogadores. 

No entanto, os problemas começam a aparecer quando um player vai além do jogo. Toda vez que ele aponta a sua arma para alguém, o jogador morre no game e no mundo real. Para solucionar o mistério por trás das mortes, o governo japonês — através de Kikuoka Seijirou — pede ajuda de Kirito. O espadachim negro ganhou fama em SAO ao chegar no último nível de Aincrad com a Asuna e derrotar o final boss, libertando todos os jogadores. 

Ao entrar em Gun Gale Online, o protagonista conhece a sniper Sinon. É ela que ensina o básico para ele sobre GGO e, no fim, até acaba ajudando a encontrar o Death Gun. Aliás, quando o Kirito vê o símbolo da mais temida guilda de SAO — Laughing Coffin, ou Caixão Sorridente — em seu braço, as coisas ficam ainda mais tensas. Sem contar a ajuda do irmão de Sterben (nickname do Death Gun em GGO), do lado de fora, responsável por provocar os ataques cardíacos quando a Death Pistol entrava em ação.

O universo de GGO

Diferente dos outros games, Gun Gale Online está inserido em um cenário pós-apocalíptico. Ao invés de magia ou espadas, são as armas — armas ópticas com tiros de energia e armas de munição real, além de granadas e veículos — que ganham destaque (embora o Kirito ainda use uma espada, um sabre de luz, na verdade). 

As batalhas são muito mais táticas e envolvem um preparo maior dos jogadores. Por ser uma sniper, a Sinon se sai melhor em longas distâncias, quando encontra um lugar para se posicionar e surpreender os inimigos sem que eles a vejam. Já para o Kirito, a estratégia é outra, porque ele é um lutador da linha de frente, dos combates diretos.

A história de Sinon

Com uma narrativa mais focada no desenvolvimento dos personagens do que antes, a Sinon deixa de ser só mais uma garota no “harém” de Kirito (pelo menos na primeira metade de SAO II) para se tornar uma heroína independente. Marcada por um trauma da infância a uma das melhores jogadoras de GGO, é interessante acompanhar a forma como a sua história se desenvolve.

No mundo real, Asada Shino foi forçada a atirar em um ladrão para se proteger quando criança, o que a coloca em choque cada vez que vê ou ouve falar em armas. Ela também é tímida e fica nervosa com facilidade. Isso não parece ser um problema em Gun Gale Online, já que a Sinon é uma sniper de primeira linha, além de uma jogadora forte e confiante. 

O jogo, aliás, é a forma que ela encontrou de tentar superar o trauma de ter matado uma pessoa (mesmo que por legítima defesa). Isso mostra como a realidade virtual pode ser tão importante quanto o mundo real. Mesmo que os acontecimentos dentro do jogo não sejam “reais”, os seus efeitos na personagem fora do game são.

2ª Parte: Caliber

Caliber é um “arco” bem curto, apenas três episódios (15, 16 e 17) de Sword Art Online II. Acompanhamos a saga do Kirito — com Asuna, Leafa, Lisbeth, Silica, Sinon e Klein — em uma quest para derrotar os guardiões da masmorra e capturar a lendária espada Excalibur. A adaptação tem algumas cenas de ação, mas nada de especial. Talvez se tivessem transformado em um OVA, as coisas teriam ficado mais interessantes. 

3ª Parte: Mother’s Rosario

Do episódio 18 ao 24, é a vez do arco Mother’s Rosario. Enquanto o Kirito sai e a Asuna entra como protagonista dos capítulos finais de Sword Art Online II, as cenas de ação dão lugar ao gênero slice of life. Lembra em Aincrad? Asuna era uma das jogadoras mais fortes de SAO, fazia parte da guida Knights of Blood (Cavaleiros de Sangue) e foi crucial na luta contra o final boss, ao lado de Kirito. Isso mudou drasticamente nos arcos seguintes.

Em Fairy Dance, ela foi feita refém em uma gaiola, sem qualquer chance de revidar, lutar ou fugir sem a ajuda do Kirito. No arco Phantom Bullet, o papel de Asuna diminuiu ainda mais ao ser transformada em uma simples espectadora torcendo pela vitória de Kirito em GGO. E não melhorou muito em Caliber.

Em Mother’s Rosario, Asuna volta a brilhar, já que toda a trama se passa pelo ponto de vista dela. Fora do jogo, acompanhamos o seu relacionamento nada fácil com a mãe ao mesmo tempo em que a heroína de SAO tenta se ajustar ao mundo real depois de ficar presa por dois anos dentro do jogo Sword Art Online. Já na realidade virtual, conhecemos Konno Yuuki, uma jogadora talentosa de ALO que convida a Asuna para se unir a sua guilda e derrotar um boss.

O dilema de Asuna 

Depois de passar dois anos em imersão total na realidade virtual, a volta ao mundo real não deve ser uma missão tão fácil, né? Asuna que o diga! Seu dilema vai um pouco mais além na readaptação pelas cobranças de fazer parte de uma família rica. Aos olhos da mãe, a protagonista precisa deixar os jogos de lado (e o namoro com Kirito) para focar nos estudos e, assim, entrar em uma boa universidade.

Com o passar do tempo, Asuna percebe que se sente mais livre quando está em um jogo — mesmo que a sua vida estivesse ameaçada — do que no mundo real. Seu desafio é descobrir quem ela é e como se encaixar novamente no mundo real.

As motivações de Yuuki

Depois de lidar com os problemas do mundo real, é hora de voltar para a realidade virtual no universo de ALO. Asuna e Kirito descobrem uma nova área em Alfhein Online, que costumava fazer parte dos servidores de SAO. Inclusive, é onde os dois viveram com a Yui por um tempo. Enquanto isso, o casal começa a ouvir rumores sobre um jogador poderoso chamado Zekken (Espada Absoulta), que aparentemente não sofreu uma única derrota — com 67 vitórias consecutivas — e ainda tem uma skill arrebatadora (Mother’s Rosario).

Ao saber que alguns membros da sua party tentaram, sem sucesso, vencer o misterioso jogador — inclusive o próprio Kirito — Asuna decide enfrentá-lo. Zekken é, na verdade, uma menina chamada Konno Yuuki. Embora a heroína de SAO também tenha perdido o duelo, Yuuki fica impressionada com as suas habilidades e a convida para entrar na guilda Sleeping Knights e derrotar o boss do 27º andar da nova Aincrad. 

Assim como a Sinon, ao lado de Asuna, Yuuki também ganha um destaque mais aprofundado que não vemos em SAO. Seu sonho era colocar os nomes de cada membro de sua party, formada por apenas sete jogadores, no Monumento dos Espadachins (tipo um hall da fama), como prova de sua existência. Em ALO, ela é uma personagem cheia de entusiasmo e dedicada a cumprir o seu objetivo. No mundo real, descobrimos que Yuuki e todos os integrantes da guilda são pacientes terminais e, por isso, passam o tempo que ainda têm dando o seu melhor na realidade virtual.

Enquanto trabalham juntas para realizar o sonho de Yuuki e da party, as duas se tornam grandes amigas. A amizade entre elas é um dos grandes destaques de Mother’s Rosario e vai além do jogo. No mundo real, Kirito ajuda Asuna a encontrar o hospital onde Yuuki está internada e, juntos, os dois também realizam o sonho dela de ir à escola com a ajuda de uma câmera. É bem bonitinho! Ao mesmo tempo, é de cortar o coração. Depois de deixar o seu legado em ALO ao se transformar na jogadora mais forte do game, Yuuki morre nos braços da Asuna, cercada pelos amigos.

Apesar de não saber ao certo de onde vem a força de Yuuki, já que ela não estava em SAO, Kirito nos conta que, assim como ele, a jogadora passou muito tempo imersa no universo de ALO. Quanto mais tempo jogando, melhores ficam as habilidades, não é? Quem também joga MMORPG sabe do que estou falando. Seja como for, otimismo da Yuuki e a forma como todos os membros da guilda Sleeping Knights aproveitaram ao máximo o tempo no jogo, foi muito importante no desenvolvimento da Asuna no mundo real.

Mais do que qualquer outro arco de Sword Art Online, Mother’s Rosario foi um dos plots de maior apelo emocional. Enquanto a primeira metade (Gun Gale Online) nos traz toda a ação com Kirito e Sinon, a segunda parte entrega momentos memoráveis da amizade entre Asuna e Yuuki com um final bem comovente. 

O toque sombrio (e misterioso) na animação 

Com um visual bem mais dark no início  — cores escuras, cenário ríspido do deserto, nuvens encobrindo o céu e elementos tradicionais de um TPS — Sword Art Online II mantém o clima de espetáculo à parte quando o assunto é efeitos. As batalhas acontecem com o fundo preto e cinza na maior parte do tempo, sendo cortado apenas pelo vermelho das linhas de tiro de energia que se projetam nos jogadores ou pela luz do sabre de Kirito. 

O ambiente, aliás, é levado em consideração o tempo todo, já que ele pode ser utilizado pelos players em sua estratégia para surpreender os inimigos. Naquela cena de perseguição em que o Kirito e a Sinon (de moto) estão atrás do Death Gun (em um cavalo), até os desníveis do terreno são utilizados para ganhar vantagem. E a animação se manteve consistente, apesar do destaque ter sido a “quebra” emocional da Sinon.

A luta de espadas — embora seja um jogo de armas de fogo — entre Kirito e Death Gun no torneio Bullet of Bullets (BoB) também foi bem coreografada. Teve até ajuda da Sinon, usando o sistema de mira a favor dos dois para derrubar o vilão. Lembrei do abraço bomba no final entre os amigos e rivais, marcante e divertido! Por fim, a trilha sonora segue a mesma vibe do que já ouvimos em Sword Art Online, com algumas novas adições que complementam bem as cenas do anime. 

Impressões finais de Sword Art Online II

Enfim, a segunda temporada de SAO seguiu um caminho bem diferente da primeira. Além do clima sombrio, as cores escuras e o universo pós-apocalíptico, os jogadores de GGO estão cada um por si. Não vemos guildas, nem a formação de equipes, exceto pelo torneio BoB que uniu Kirito e Sinon, mas cada um com os seus próprios objetivos. 

Um dos pontos negativos da série é a falta de conexão com as motivações de Kirito. Enquanto Asuna, Sinon e Yuuki crescem como personagens, o espadachim negro de SAO tem um desenvolvimento superficial. Em Aincrad, ele se torna o melhor jogador para salvar a vida de todos que ficaram presos no game. Em Alfheim Online (arco Fairy Dance), seu objetivo é resgatar a Asuna. Em Gun Gale Online, quais são as suas reais motivações? A ligação entre Kirito e Death Gun não foram apresentadas para nós em SAO a ponto de nos conectar.

Apesar de uma falha ou outra na execução, Sword Art Online II é tão bom quanto a primeira temporada se você, assim como eu, gosta de animes do gênero isekai. Mesmo que os arcos sejam, de certa forma, independentes, vale a pena acompanhar a trajetória de Kirito e Asuna desde o início até Alicization, próxima saga que eu devo abordar aqui no blog (enfim, terminei de assistir). Sem contar a discussão (sempre pertinente) sobre a influência da realidade virtual no mundo real.

Se quiser saber mais sobre esse universo, deixo como recomendação a leitura do review de Sword Art Online. Aproveite! 😉

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