
E se o mundo virtual e o real fossem tão similares a ponto de não conseguirmos distinguir um do outro? E se você estivesse preso em um jogo de realidade virtual? É mais ou menos este o universo de Sword Art Online. No anime, SAO é um dos VRMMORPG (Virtual Reality Massively Multiplayer Online Role-Playing Game) mais populares do momento, mas ele esconde um segredo. Morrer no jogo significa morrer na vida real. Além disso, ninguém pode deslogar por livre e espontânea vontade.
Para uma animação de 2012, temos algumas mensagens interessantes a desvendar. Com o fim de Sword Art Online: Alicization e o anúncio do filme Sword Art Online: Progressive, eu finalmente resolvi fazer um review de SAO. Vem comigo?
Ficha técnica

Gênero: Ação, Aventura, Fantasia Sci-Fi, Drama, Romance
Estúdio: A-1 Pictures
Baseado em: Light Novel
Número de Episódios: 24 + Sword Art Online: Extra Edition (2013)
Estreia: 2012
Resumo
No ano de 2022, um jogo MMORPG com realidade virtual ganha popularidade entre os jogadores. Graças a uma tecnologia conhecida como Nerve Gear, eles podem usar os cinco sentidos para controlar os avatares dentro do game. Porém, quando o criador Kayaba Akihiko, enfim, dá as caras no universo on-line, os players descobrem que não podem se deslogar por livre e espontânea vontade. A única forma de sair — com vida — é chegando ao 100º andar da torre chamada Aincrad e derrotar o final boss.
Uma palinha de SAO (sem spoilers)

O anime Sword Art Online foi baseado em uma light novel — romance ilustrado no estilo mangá — escrita por Reki Kawahara e, inclusive, ganhou diversas versões para games também. Os acontecimentos são narrados pelo protagonista Kirigaya Kazuto, mais conhecido como Kirito. Ele é um dos 10 mil jogadores que foram presos dentro do mundo de SAO — sem a opção de deslogar — por meio do capacete de realidade virtual NerveGear.
Desde o romance entre Kirito e Asuna até pitadas de drama, movidas pela tensão na busca pela sobrevivência, e ação com as batalhas entre os chefões de cada andar da Aincrad e entre os próprios players — lembra da infame guilda Caixão Sorridente (Laughing Coffin) formada pelos player killers (PKs) do jogo? — SAO traz uma mistura de gêneros. Sem contar a própria trama em si (realidade virtual, videogame, avanços da tecnologia), o que pode ter contribuído para atrair tanta atenção durante todos esses anos e render mais animações.
Mesmo sendo um anime de 2012, tivemos o SAO Alicization em 2020 e uma nova adaptação dos acontecimentos de SAO já foi anunciada, agora sob o ponto de vista de Yuuki Asuna. Os traços de Sword Art Online, assim como a trilha sonora e o plot da primeira série são atrativos para prender a nossa atenção do início ao fim. É fácil se identificar com os personagens e a história, o que torna o anime divertido e intrigante.
Um dos motivos que me levou a acompanhar SAO foi a inclusão de elementos de MMORPG e realidade virtual. O anime traz algumas falas interessantes — mais ainda em Alicization — se você, como eu, faz relações com situações do mundo real e levanta questionamentos sobre as coisas que estão ao seu redor. Mas vamos ao review da primeira série!
Como ainda não acompanhei a obra original, vou compartilhar o meu ponto de vista com base no que eu vi no anime apenas. Para uma análise mais detalhada, sob a ótica de quem seguiu a origem das coisas, recomendo o blog Intoxi Anime.
Que comece o review de Sword Art Online (pra valer)!




“Em 2022, a humanidade finalmente cria um mundo completamente virtual…”
Antes de começar, quero dizer que a leitura a partir daqui o conteúdo pode conter spoilers. Imagino que muitos de vocês já devem ter acompanhado o anime, ao menos a primeira parte. De qualquer forma, continue por sua conta em risco. Vamos lá! A adaptação de SAO ganhou 25 episódios e foi lançada em 2012. Faz tempo, hein? Eu vi pela primeira vez quando chegou ao Netflix e fui atraída pela premissa de misturar elementos de MMORPG e realidade virtual.
Embora não seja o ponto central da trama, gostei bastante da primeira temporada, o que me fez acompanhar a segunda, além do spin-off de Gun Gale Online (GGO) e mais recentemente SAO Alicization. Talvez pelo número de episódios — apenas 25 — não tivemos a chance de conhecer melhor o universo de Sword Art Online:
- Mecânica do jogo;
- Formação das guildas;
- Andares do Aincrad;
- Desenvolvimento dos personagens.
Estes foram os pontos que, para mim, poderiam ter sido melhor explorados no anime. Muita coisa é mostrada de forma superficial, deixando um enorme potencial a ser explorado. Talvez, por isso, embora tenha atraído a atenção (e ainda continua) de um grande público, SAO desperta sensações opostas — amor e ódio — em quem acompanha a adaptação da light novel. Ela também pode ser um pouco confusa quando pensamos nos arcos que dividem os acontecimentos. Vamos explorar melhor cada um deles?
Os arcos de Sword Art Online I
Na primeira temporada de Sword Art Online, conhecemos o intenso universo de SAO (Aincrad) e o mágico mundo de Alfheim Online (ALO). Para ajudar a entender melhor o desenrolar dos acontecimentos, vou falar sobre cada arco de forma resumida, além do primeiro filme/OVA, e mais à frente exploro em detalhes. No geral, sob a perspectiva do anime, ficou assim:
1ª temporada de Sword Art Online (SAO)
- Aincrad

Começa no episódio 1 e vai até o 14. É o início de tudo, quando os jogadores entram no universo de SAO e descobrem que não podem voltar ao mundo real até passarem pelos 100 níveis da torre Aincrad. O foco da história é no casal de protagonistas — Asuna e Kirito — que se conhecem no jogo, onde passam dois anos até conseguirem derrotar o final boss.
- Fairy Dance

Segue a partir do episódio 15 e vai até o 25, fechando a primeira temporada de Sword Art Online. Aqui, o universo de SAO dá lugar ao mundo de Alfheim Online (ALO). De guerreira a prisioneira, Asuna assume um papel diferente no jogo e precisa ser resgatada. Outras raças se unem aos humanos, diferente de SAO, enquanto magia e voos são liberados.
Sword Art Online: Extra Edition

Lançada como um OVA (Original Video Animation), é uma animação original, como o próprio nome já indica. A maior parte do longa-metragem de quase 2 horas raz uma recapitulação da 1ª temporada de Sword Art Online por meio de flashbacks de Kirito em uma conversa com Kikuoka Seijirou, intercaladas por um pouco de fan service. Nos 20 minutos finais, temos algumas novas cenas — uma nova aventura em ALO — com direito a quest no fundo do mar e a relização do sonho da Yui de ver uma baleia.
O potencial (inexplorado) na narrativa de SAO

“Nós não estamos perdendo nossos dias lá, estamos ganhando nossos dias aqui.”
Assim, somos apresentados ao universo de Sword Art Online. Com a tecnologia, o mundo real se mescla com a realidade virtual em um dos lançamentos mais esperados no Japão. Através do capacete NerveGear, os sentidos são estimulados a ponto de transportar os jogadores para dentro do jogo de mesmo nome, explorando o potencial máximo das sensações — tocar, sentir, conversar, correr ou simplesmente viver — em uma imersão completa. Dessa forma, o MMORPG que conhecemos avança para um novo estágio: VRMMORPG (graças à adição da realidade virtual).
As cenas das batalhas são bem coreografadas, enquanto os cenários do jogo surgem — um mais lindo do que o outro — como pano de fundo do anime. Apesar da tensão causada pela morte simultânea dentro e fora do game, os personagens se adaptam à vida virtual nos dois anos em que ficam presos.
Fazem amizades, crescem como pessoas (maturidade), compartilham bons e maus momentos, enfim, vivem, o que muda é a realidade. Afinal, se não fosse pelas espadas e armaduras, o visual, as sensações e o dia a dia são similares à realidade.
1ª Parte: Aincrad






Dentro de Sword Art Online, um castelo de ferro na forma de uma torre flutuante chamada Aincrad — composta por 100 andares — desafia os players em um game de vida ou morte. Por ter a experiência de um beta tester, não demora até o Kirito perceber que o botão para se deslogar do jogo não existe. Mais à frente, o criador Kayaba Akihiko aparece no céu do seu mundo, como um deus, e explica que a única forma de sair é chegando ao último andar de Aincrad e derrotando o final boss. Mas quem morrer no caminho até lá também perde a sua vida no mundo real.
Não podemos negar que a narrativa de SAO desperta a curiosidade, não é? E tinha tudo para render uma saga bem longa para o anime. No entanto, o arco de Aincrad se encerra após 14 episódios, depois que Kirito e Asuna derrotam, em uma batalha, a consciência do criador do jogo. Como a primeira temporada ia até o episódio 25, eu fiquei com uma expectativa enorme sobre a continuação. Afinal, o plot principal parecia resolvido. Vou falar mais sobre isso na 2ª parte, no arco Fairy Dance.
O início

Voltando para o começo do anime, o primeiro episódio consegue nos prender ao apresentar o mundo de Sword Art Online: realidade virtual, videogame, gráficos e sensações que aproximam o virtual do real. A forma como tudo começa, com SAO sendo anunciado pela mídia como um dos lançamentos mais esperados, filas para comprar o jogo e o próprio capacete fazem a animação parecer bem mais real (factível) do que apenas uma fantasia.
Eu, pelo menos, consigo imaginar o mundo assim, em termos de tecnologia avançada, em um futuro talvez nem tão distante. E alguns questionamentos como: O que eu faria se eu ficasse presa dentro de um jogo? Como eu reagiria sabendo que a morte virtual também resultaria na minha morte real? No anime, temos vários tipos de reações. Os personagens que travam batalhas até o fim e arriscam as suas vidas, que lutam com medo da morte, que perdem a esperança, que se isolam do mundo e de todos, que se unem e incentivam uns aos outros, que esquecem o seu lado humano e matam jogadores por pura diversão.
Mérito também para as cenas pós-créditos que mostra o nome dos players. O nome de Kirito aparece bem ao centro da tela, enquanto outros à sua volta vão sendo riscados. Isso representa os jogadores que perderam as suas vidas dentro do jogo. Chega a arrepiar!
O desenvolvimento



Não sei se você teve a mesma percepção que eu, mas senti que alguns episódios aceleraram um pouco demais. E quando as coisas acontecem de forma rápida, muitas vezes não temos tempo de nos apegar aos acontecimentos ou aos personagens. Isso vale inclusive para um recurso bastante utilizado no anime — a passagem de tempo (ou time skip) e as side stories (histórias paralelas). Fica a sensação de que estamos perdendo momentos importantes.
Ao mesmo tempo em que ficamos sem explicações sobre as mudanças que ocorrem no meio do caminho, conhecemos um pouco do que aconteceu no jogo nos dois anos em que os jogadores estão presos em SAO. Principalmente, os avanços no relacionamento entre Asuna e Kirito, que passam a conviver lado a lado como em um casamento da vida real no maior clima de lua de mel. Vemos fotos de vários momentos do casal, bem como alianças nos dedos dos protagonistas.

Eis que surge a personagem Yui, um programa de computador que atua como se fosse a filha deles — de verdade. Será que precisava mesmo? Fico um pouco dividida em relação a ela. Gosto da personagem e fiquei feliz por ela não ter sido deletada, mas não tenho tanta certeza sobre o relacionamento dela com o Kirito e a Asuna, como uma família, sabe?
Apesar de um desvio ou outro, os primeiros 14 episódios me deixaram com muita vontade de seguir em frente e explorar o universo de Sword Art Online. Mesmo sem desenvolver tanto os personagens, Kirito e Asuna têm um carisma que nos mantém ligados ao casal. Sem contar as cenas de batalhas embaladas por uma trilha sonora marcante e a declaração que um faz ao outro no final, em um dos momentos mais românticos e dramáticos de SAO.
2ª Parte: Fairy Dance




No arco Fairy Dance, os acontecimentos de SAO ficam no passado (apesar das sequelas) e um novo jogo se torna o cenário principal: Alfheim Online. Só que aqui os jogadores conseguem alternar entre o game e mundo real — sem prisão ou risco de perder a vida.
O foco é mais voltado para o romance de Kirito e Asuna em uma história que lembra um pouco os contos de fada — com fadinhas, elfos, mágica e um universo bem diferente de Sword Art Online. É um contraste e tanto! Enquanto todos são liberados de SAO e voltam às suas vidas no mundo real, a consciência de Asuna fica presa em algum lugar. Adivinhem? Ela está no universo de ALO.
Se fosse outra temporada e se SAO tivesse um aprofundamento dentro de Aincrad, Fairy Dance faria mais sentido para mim. Gostei, mas ao mesmo tempo achei que a história ficou um pouco perdida como uma continuação do anime, sabe? Outra coisa que me chamou a atenção foi tirar a Asuna da posição de heroína — inclusive uma das responsáveis pela vitória em SAO — e colocá-la como a mocinha indefesa que precisa ser resgatada. Sem contar o vilão um tanto quanto questionável em suas ações. Ela quase conseguiu escapar por conta. Imagino o quão maravilhoso não seria se tivessem ido até o fim com a ideia.




Fora isso, conhecemos novos personagens, entre eles a irmã do Kirito (Suguha) que ganha um desenvolvimento maior neste arco e cumpre um papel quase que de protagonismo. Eu, particularmente, não gosto muito dela. Enfim, vemos os jogadores um pouco mais leves (e relaxados) dentro do jogo. Afinal, a vida deles não corre mais risco. O único entrave é o resgate de Asuna. Uma das melhores cenas é quando o Kirito tem a confirmação de que ela realmente está em ALO, no topo da lendária Árvore do Mundo. O desespero toma conta, enquanto flashbacks de Asuna surgem de forma alternada.

Outro destaque fica por conta do reencontro — ou 1º encontro para valer — de Kirito e Asuna no mundo real. A união dos personagens no hospital marca um dos momentos mais emocionantes do anime SAO. Com a protagonista sã e salva, vemos também os outros jogadores que conhecemos no 2º arco, todos se reencontram no mundo real. No final, Sword Art Online revela o que aconteceu com o criador do jogo e explica a sua participação em Fairy Dance — ao ajudar o Kirito derrotar Oberon — além de mostrar players de SAO de volta a Aincrad para completar o game.
Com tudo o que escrevi até aqui, já deu para perceber que eu gostei mais do primeiro arco, né? Apesar de Alfheim Online ter mais apelo para mim — tanto pelo uso de magia quanto pela existência de elfos como uma das raças. Sempre que jogo MMORPG, eu escolho eles. Passei alguns anos jogando Mu on-line. Cheguei até a tentar upar com um mago, mas eu me dei melhor com uma elfa.
O carisma dos personagens Kirito ❤ Asuna




Acho que mesmo para quem ainda não viu Sword Art Online, Kirito e Asuna devem ser personagens bem conhecidos. O casal que assume o protagonismo em SAO ganhou bastante popularidade com o anime e a light novel.
Kirigaya Kazuto (aka Kirito)


“A verdadeira força está dentro de você, seja no mundo real ou no virtual…”
Kirito entra no universo do game como uma tentativa de escapar da sua própria realidade. Ele evolui rapidamente dentro do jogo, derrota com facilidade monstros em dungeons ou em campo aberto e se torna o Espadachim Negro. Enquanto trilha a sua jornada como um player solo, o seu personagem se mostra muito humano. A forma como ele tortura e — por muito pouco — quase mata o vilão Oberon por ter raptado a Asuna é bem realista depois de tudo, não é? Não que eu concorde, mas entendemos o porquê de suas ações.
Yuuki Asuna


“Nós não estamos perdendo nossos dias lá, estamos ganhando nossos dias aqui.”
Não sabemos as motivações de Asuna para entrar no jogo Sword Art Online, mas — com coragem e determinação — a protagonista trilha o seu caminho ao se tornar uma das jogadoras mais fortes. Ela faz parte da guilda Knights of Blood (Cavaleiros de Sangue), formada por players de alto nível. Por suas habilidades com a espada, Asuna recebe o título de Relâmpago. Ela consegue se virar muito bem e tem um papel bem importante na vitória de Kirito contra o final boss, que liberta todos os jogadores da prisão criada pelo jogo.

Além de Asuna e Kirito, temos os amigos Klein e Egil, Leafa (Suguha), Sachi e Lisbeth, além do criador de SAO (Akihiko Kayaba/Heathcliff) e o vilão Oberon/Nobuyuki Sugo. Eu gostei bastante da dupla Klein e Egil, embora os personagens não apareçam tanto. E não fui nada receptiva ao vilão de ALO, só para deixar registrado. Nem vou comentar as ações dele!
Animação e trilha sonora: um espetáculo à parte

A animação de Sword Art Online é obra do A-1 Pictures, criado pela Aniplex (Sony). O estúdio é o nome por trás de outros animes conhecidos como Kuroshitsuji, Fairy Tale, Magi: The Labyrinth of Magic e o aclamado Fate/Apocrypha. SAO se destaca principalmente pela dinâmica das cenas de ação — em especial nos episódios que englobam o arco Aincrad — e pela tensão criada na busca por sobrevivência dentro e fora do jogo .



Com um visual composto por cores vibrantes e elementos tradicionais do RPG (como as poções para recuperar energia e as barras de vida), Sword Art Online consegue criar um espetáculo à parte de efeitos. Apesar da mudança de direção no arco de ALO, a animação não deixa a desejar, embora os personagens apresentem algumas diferenças de traços em algumas cenas ao longo dos seus 25 episódios. Acho que isso é até bem comum no universo dos animes.

Já a composição da trilha sonora ficou por conta de Yuki Kajiura, responsável pelo soundtrack de Mahou Shoujo Madoka Magica. Em alguns momentos, o som se encaixa tão bem a ponto de criar o clima apropriado para cada cena, seja na tensão ou no drama. Vou deixar uma playlist do Spotify com as aberturas e encerramentos de Sword Art Online, que incluem “Crossing Field” (LiSA) e “Yume Sekai” (Haruka Tomatsu), além de “Innocence” (Eir Aoi) e “Overfly” (Luna Haruna).
Com prós e contras, por que gostei de Sword Art Online?

Enfim, o que mais pesou para eu recomendar SAO é o contexto tecnológico que o anime traz, além de personagens carismáticos, do visual e da ideia central. Games, realidade virtual, imersão (ao fazer a mente crer que está em um lugar onde, na verdade, não está, já que tudo não passa de uma experiência), tecnologias avançadas, seja qual for o tema na área, ele já faz parte do nosso dia e está cada vez mais presente. Essa proximidade com a nossa realidade rende alguns pontos extras para o anime.
Também me chama a atenção a experiência sensorial que SAO proporciona nos conduzindo pela visão de mundo que cada um tem, bem como a nossa própria noção de realidade. Assim como no mundo real, o mundo de SAO não para. E as mudanças acontecem o tempo todo. A diferença é que o jogo é apenas uma ilusão, já que os jogadores (seus corpos físicos) está deitados em uma cama. Quem vive, sente e experimenta a realidade virtual é o avatar. Recomendo o blog É Só Um Desenho, que faz uma análise mais profunda do que falo aqui.

No entanto, se eu pudesse mudar o rumo dos acontecimentos, transformaria a segunda metade da primeira temporada — arco Fairy Dance — em uma animação à parte. Dessa forma, talvez não ficasse a sensação de “faltou algo”, sabe? Além disso, os dois anos dentro de SAO foram contados de um jeito muito acelerado nos 14 episódios da primeira metade. Também poderia ter explorado um lado mais sério, mostrando as dificuldades enfrentadas pelos jogadores dentro e fora da realidade virtual, traumas, enfim.
Independentemente de qualquer coisa, Sword Art Online mantém a sua popularidade até hoje e faz jus à fama. Eu, particularmente, tenho gostado bastante de Alicization, o arco mais recente com adaptação para anime. Traz alguns questionamentos bem interessantes! Sem contar que a Alice me lembra a Saber (e um pouco da inocência de Violet Evergarden). Ainda não terminei de assistir e estou tentando evitar spoilers ao máximo enquanto escrevo sobre a primeira temporada de SAO. Fiz uma pausa para revisitar o início de tudo, relembrar os acontecimentos e acompanhar melhor a trama.Gostou do review de SAO?
Também fiz uma análise de Fate/Stay Night e todas as adaptações para anime. Fique à vontade para conferir!