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Curitiba: múltiplas opções em uma única cidade

Planejamento urbano exemplar, transporte público de qualidade e muitas opções de parques, com belas áreas verdes a perder de vista e uma árvore bem peculiar que pode ser vista por todos os lados: a araucária. Tudo isso em uma cidade grande, sem ter que sair do Brasil. É possível? Essas são só algumas das principais características de um dos destinos mais bem preparados para receber os turistas por aqui, além de ser um lugar ecologicamente sustentável e considerado uma metrópole-modelo. Mas que cidade é esta afinal? É Curitiba, a capital do estado do Paraná. Eu estive por lá durante um feriadão em abril de 2015 e vou compartilhar, ao longo dos próximos dias, o meu roteiro de viagem pelos principais pontos turísticos na terra dos pinhões.

12_Viagem Curitiba, Paraná (Natália Cagnani)

Há muito tempo, Curitiba estava entre os lugares que eu tinha muita vontade de conhecer e estar em Florianópolis, a pouco mais de 300km da capital paranaense, ajudou a transformar este sonho em realidade. Já compartilhei aqui roteiros de viagens de trem, de avião, de carro, mas dessa vez o transporte escolhido foi o ônibus, pela proximidade e também pela comodidade. Eu viajei com o meu noivo em uma sexta-feira à noite, às vésperas do feriado de Tiradentes daquele ano. Foi uma viagem relativamente rápida, mais ou menos 5h na estrada, com poucas paradas pelo caminho e em bancos bem confortáveis.

Chegamos à Estação Rodoferroviária de Curitiba e nos hospedamos em um hotel bem próximo da região. Era tão perto que dava para ir a pé. Levamos apenas bagagem de mão para facilitar o deslocamento. E a gente queria algo rápido para já começar os passeios no dia seguinte, sem tempo a perder. Para a primeira vez na capital paranaense, a localização foi muito boa. Além de irmos a pé, ida e volta, à rodoviária, ficamos perto do Mercado Municipal de Curitiba e a mais ou menos 25min de caminhada até o Jardim Botânico. O quarto tinha uma varanda com vista para o Estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema do Paraná Clube, com os táxis cor de laranja ao fundo e o movimento dos famosos ônibus articulados por uma das principais avenidas da cidade, ligando o centro ao Jardim Botânico.

Curitiba é uma cidade grande, com quase 2 milhões de habitantes e, afinal é a capital do Paraná. Lugares para visitar não faltam, como vocês vão ver neste e nos próximos posts, mas o maior desafio da viagem foi acertar o clima. Em um único dia, parece que a cidade passa pelas quatro estações do ano. A fama geralmente é de frio, ainda mais para o mês de abril. Só que já faz um tempo que não sabemos bem o que é outono e inverno aqui no Brasil, não é mesmo? Em 2015, esse clima dominado pelo calor ainda não era tão forte quanto é hoje, então eu preparei uma mala com roupas para enfrentar o outono. Levei até bota para andar pra lá e pra cá o dia inteiro.

Imaginem o que aconteceu! Foram os dias mais quentes do ano. O casaco nem saiu da mala. E eu tive que aguentar o calor com bota e muita água de coco pelo caminho. Isso não foi nada perto do que conhecemos em Curitiba. As áreas verdes da cidade, o contato com a natureza, os passeios, a organização do transporte, tudo encanta. Dá vontade de pegar a mala e já ficar por lá. Eu só senti falta de não ter visto as famosas capivaras, que se tornaram símbolo da hospitalidade na cidade. Acho que nem elas aguentaram o calor. 🙂

A primeira visita do nosso roteiro de viagem foi pelo Jardim Botânico. Afinal, não dá para pensar em Curitiba sem imaginar aquela estufa de estrutura metálica e vidro do Jardim Botânico. O lugar é lindo só pelas fotos, pessoalmente então é de tirar o fôlego.

Não é por acaso que o Jardim Botânico se transformou no cartão-postal de Curitiba. O lugar parece ter se inspirado em um palácio de cristal londrino, sem falar no enorme jardim que nos guia até lá. Lembra o estilo dos belíssimos jardins franceses, super bem cuidados e canteiros geometricamente organizados, com direito a uma bonita fonte no centro. Prepare a câmera, porque você vai querer registrar tudo. Cada cantinho até chegar na estufa, dos arcos metálicos que abrem caminho para os jardins até o monumento de vidro que abriga diferentes espécies de plantas.

E não é só a estufa e os jardins que encantam quem passa por ali. Perto da estufa de vidro, tem um lindo caminho com bambus que leva até o Jardim das Sensações. Ali você pode conhecer várias plantas apenas pelo toque e pelo cheiro. Ah! Um pouco antes, quando você ainda está na rua prestes a entrar no parque que abriga o Jardim Botânico, uma extensa área verde dá as boas-vindas. O lugar conta com uma ponte de madeira de onde é possível observar peixes, patos, quero-quero e os mais diferentes bichinhos que vivem por lá.

Nós fomos até o Jardim Botânico a pé mesmo, porque era bem perto da nossa hospedagem. Se estiver em um lugar mais afastado ou não quiser caminhar, pode pegar uma das linhas de ônibus naqueles “tubos”, que ficam nos corredores de ônibus e funcionam como estações de integração, ou já aproveitar o tour da Linha Turismo. Vou falar mais disso no próximo post, já que o Jardim Botânico foi o nosso ponto de partida para explorar Curitiba. 🙂

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