
Dizer que junho de 2026 virou um absoluto colapso para quem é fã de K-Pop não é exagero. Com comebacks simultâneos de grupos que estão no meu TOP 5 — SHINee (샤이니), Stray Kids (스트레이 키즈) e ATEEZ (에이티즈) — no mesmo mês, as playlists por aqui atingiram o seu ápice de energia. Sem se conter, Hongjoong, Jongho, Mingi, San, Seonghwa, Wooyoung, Yeosang e Yunho embalam com tudo no tempero latino nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, para dar sequência à sua aclamada série antológica com GOLDEN HOUR: Part. 5.
Se nos lançamentos anteriores, como o enérgico GOLDEN HOUR : Part. 1 e o elegante GOLDEN HOUR : Part. 2, com o refresco de GOLDEN HOUR : Part. 3 e a dose de adrenalina GOLDEN HOUR : Part. 4, os meninos mapeavam suas conquistas, este novo capítulo mergulha em instintos puros. A KQ Entertainment revelou que o projeto foca em emoções viscerais guiadas pelo calor do momento.
Hongjoong e Mingi assinam as letras de todas as faixas do disco dessa fusão de EDM, R&B e, claro, o funk brasileiro que chega como a estrela do comeback para embalar a title. Embarca comigo?
Batidas agressivas e tempero latino guiam “BAD”
A title track “BAD” chega quebrando tudo e fincando a bandeira do ATEEZ em um território rítmico novo, mas que combina com a vibe do grupo: o funk brasileiro. A faixa é construída em cima de uma percussão eletrônica e uma bassline pesada, agressiva e muito marcante. Essa tendência urbana tem conquistado a cena do K-Pop em muitos lançamentos deste ano, como ”UNIQUE” do P1Harmony (피원하모니), “POSE” do CLOSE YOUR EYES (클로즈 유어 아이즈) em OVEREXPOSED e “Crazy” do álbum REVERXE do EXO (엑소).
A música tem uma atmosfera quente, recheada de termos em espanhol que se misturam à intensidade expressiva do grupo. É um estilo que flerta de forma natural com a identidade dos meninos. Nos bastidores dessa entrega, o destaque vai para a distribuição das linhas vocais. Embora a clássica e imponente presença de Jongho apareça de forma mais evidente na bridge, a faixa abre espaço para outros timbres se destacarem. Quem assume as rédeas aqui e brilha de ponta a ponta é Wooyoung, quase coroando a faixa como sua.
Visual & MV
O MV de “BAD” eleva a faixa para um patamar que o grupo domina bem: performance. Acompanhada por referências da discografia, a coreografia vira um espetáculo à parte pela forma como o ATEEZ conduz cada movimento. O visual colorido, o jeito descontraído e os passos “loucamente” coordenados ajudam a amarrar o instrumental do funk à presença imponente característica do grupo.
Um dos destaques do vídeo é a participação especial da atriz Chase Infiniti, conhecida por seus papéis em “One Battle After Another” e “The Testaments”, além de fazer parte do grupo de covers Duple Dance Crew.
A escalação de Chase carrega uma bonita história de bastidor: ela é uma Atiny convicta de longa data. A atriz já declarou seu amor pelo ATEEZ e revelou que San é o seu favorito. No jargão sul-coreano, ela virou uma autêntica seongdeok (fã bem-sucedida, que conseguiu trabalhar ao lado de seus idols).
Destaques
- “Killing Part”: embora o refrão seja um pouco repetitivo, o “run it all night solo” de Jongho e Wooyoung que finaliza alguns trechos, fica instantaneamente na memória.
- Bastidores: Chase Infiniti realizou o verdadeiro sonho de fã ao atuar diretamente com o grupo após anos compartilhando covers e elogios em suas redes sociais.
- Para quem gosta de…: a fusão latina e ritmos tropicais de grupos como ONEUS, além de músicas com influências similares como “Do What I Want” em THE X do Monsta X e a versão Overdrive de “Do It” do Stray Kids.
B-sides de Golden Hour: Part. 5
A tracklist se desdobra em caminhos que equilibram o calor latino com a clássica assinatura eletrônica do ATEEZ. Logo após a abertura, “MAMACITA” amplia a influência latina com um autêntico Latin trap. É outra faixa moldada para performances ao vivo, que pede o suporte de uma banda de apoio para explodir no palco de festivais.
O ápice de Golden Hour: Part. 5 se manifesta a partir da terceira faixa. “TOXIN” é um R&B primoroso, envolto em camadas de sintetizadores sedutores que criam uma melodia irresistível para os fones de ouvido. É a melhor música do disco, onde vocal de Wooyoung encontra espaço para marcar.
O fluxo de peso continua em “Fallin’”, uma massiva produção de EDM com vibe trance, um quê espacial similar a “NASA” e cara de hino para dominar arenas. A faixa ganha contornos misteriosos graças aos vocais profundos de Yeosang.
O álbum fecha com a elegante “Body”, que traz um R&B suave sobre desilusões amorosas. A faixa mantém a bonita tradição do grupo de embutir uma b-side acolhedora no fim da tracklist, assim como fizeram com “Empty Box”, “Castle” e, mais recentemente, em “On The Road”. O único detalhe que pode ser um pouco controverso aqui é a letra.
Após uma sequência de hits, Golden Hour: Part. 5 não deixa uma impressão tão forte por aqui quanto suas antecessoras. Embora a transição entre o funk do início e o EDM do final soe um pouco fragmentada no álbum, as faixas se destacam individualmente — e até mesmo as que não ganharam a preferência agora tendem a crescer com o tempo. Afinal, as músicas do ATEEZ têm essa “habilidade” de marcar presença na playlist, mesmo quando tentamos evitar.
✈️ Avaliação da Guia — Golden Hour: Part. 5
🛫 Status do voo
Tentando encontrar a atitude certa para embalar de vez (ou não)
🎧 Experiência a bordo
Performance-driven + faixas eletrônicas finais sob medida para tocar no repeat
💺 Assento
Poltrona conforto com o pezinho no corredor (não dá para ficar parada ao ouvir ATEEZ, né?)
📍 Destino
Uma tenda eletrônica pulsante no meio do deserto durante o pôr do sol, onde o som dos graves faz o chão tremer
🗺️ Dados do voo
Tripulação: Hongjoong, Jongho, Mingi, San, Seonghwa, Wooyoung, Yeosang e Yunho
Álbum: Golden Hour: Part. 5
Title Track: “BAD”
Highlights: “TOXIN”, “Fallin’” e “Body”
Embarque: 26 de junho de 2026
Companhia: KQ Entertainment
O ATEEZ misturou o batidão do funk brasileiro com o EDM espacial de um jeito que só eles conseguem. Eu não sou muito fã do gênero, mas qual foi o impacto de “BAD” para você? -ˆ-ˆ-v