
Entre dungeons e missões distribuídas pela guild, Yuusha Party ni Kawaii Ko ga Itanode, Kokuhaku Shite Mita (There was a Cute Girl in the Hero’s Party, so I Tried Confessing to Her) nos convida a assumir o papel de aventureiros e aceitar uma side quest despretensiosa. Essa jornada começa na companhia de um demônio extremamente apelão. Seu plano não é dominar o mundo, nem destruir vilarejos ou aterrorizar os humanos. Ele só quer se declarar para a sacerdotisa da party do herói, por quem se apaixonou à primeira vista.
O objetivo desse possível romance em um mundo isekai é fisgar pela curiosidade: o que acontece quando um “vilão” decide se declarar para a mocinha logo no primeiro encontro? A proposta é simples, direta e reflete exatamente o que o próprio nome do anime sugere — e isso pode ser tanto um charme quanto uma limitação. Embarca comigo?
Ficha técnica: Yuusha Party ni Kawaii Ko ga Itanode, Kokuhaku Shite Mita
Anime: Yuusha Party ni Kawaii Ko ga Itanode, Kokuhaku Shite Mita 「勇者パーティーにかわいい子がいたので、告白してみた。」
Gênero: Aventura, Comédia, Fantasia e Romance
Número de Episódios: 13
Estreia: 6 de janeiro de 2026
Estúdio: Gekkou (Jiisan Baasan Wakagaeru, Mikata ga Yowasugite Hojo Mahou ni Tesshiteita Kyuutei Mahoushi)
Adaptação: mangá de Suisei (história) e Kairi (arte)
Após um acidente, Youki reencarna em um mundo de fantasia, mas não como o herói, e sim como um demônio overpower. Sem ambições malignas, ele passa seus dias no castelo do Rei Demônio despachando facilmente a party do herói para escanteio, apenas para o grupo voltar no dia seguinte e desafiá-lo em campo mais uma vez. Cansado das repetitivas partidas, ele decide encerrar o jogo de vez e marcar o gol se declarando para Cecilia, a sacerdotisa do grupo.
A partir daí, começa uma jornada curiosa (e nada fácil) para conquistar o coração da nossa protagonista. Enquanto batalhas dão lugar a encontros e quests compartilhadas, as confissões se tornam a missão mais desafiadora de Youki.
Entre confissões e enrolações
Comecei a acompanhar Yuusha Party ni Kawaii Ko ga Itanode, Kokuhaku Shite Mita sem muitas expectativas, mas confesso que a estreia foi uma boa surpresa. A dinâmica entre Youki e Cecilia é muito fofa e passa aquela sensação de romance “proibido” leve e gradual que vemos em animes como Shiro Seijo to Kuro Bokushi.
No entanto, conforme a aventura avança, a obra começa a se apoiar demais em fórmulas conhecidas e a cair em clichês de gênero que podem testar a paciência. A proposta inicial, direta e até ousada, acaba se diluindo em missões aleatórias e situações que pouco contribuem para o avanço do relacionamento.
Um romance que demora a sair do lugar
Apesar de Youki deixar seus sentimentos claros desde o início (e várias vezes ao longo da história), o desenvolvimento com Cecilia se arrasta. Ela até dá sinais de que pode estar começando a gostar dele em diálogos com sua mãe ou com a Happiness, mas não demonstra quando está com ele. A falta de progressão consistente e de interações que reflitam esse crescimento diminuem o impacto do clímax emocional. A sensação é que os dois não vão ultrapassar a friendzone, ou melhor, o rótulo de “parceiros de chá”.
⚠️ >> Alerta de spoiler!
Quando finalmente chegamos às confissões mais diretas, com a declaração mútua no final, elas parecem apressadas, vazias e pouco construídas. É como se o anime precisasse encerrar rapidamente algo que não soube desenvolver ao longo dos episódios.
Personagens carismáticos até certo limite
O elenco tem seu charme, especialmente nos personagens secundários. É divertido quando os ex-subordinados de Youki se juntam ao grupo em formas humanas. Em muitos momentos, Happiness, Duke e Seek roubam a cena. Também vale mencionar o desenvolvimento de um casal paralelo que, além de surpreender positivamente, evolui com muito mais mérito do que o casal principal.
⚠️ >> Alerta de spoiler!
A relação entre Raven e Happiness cresce de forma mais orgânica e convincente do que o relacionamento de Youki e Cecilia. Tem até um beijo inesperado, acompanhado de um encerramento estilizado em pixel art, focado na harpia e nas sereias que apareceram no episódio.
Visual bonito, mas animação limitada
O design artístico é um ponto positivo para Yuusha Party ni Kawaii Ko ga Itanode, Kokuhaku Shite Mita, com cores suaves e um estilo aquarela que combina com o tom leve da história. Em contrapartida, a animação é inconsistente, especialmente em cenas de ação que parecem travadas em momentos cruciais.
Essa instabilidade também se reflete em diálogos simples. As conversas de Cecilia quando está com Youki não parecem levar a lugar algum. Ela até chega a falar algo como “agora que você está sendo direto sobre o que sente…”, um detalhe fora de contexto, já que ele não se confessa apenas uma, mas várias vezes ao longo dos 13 episódios.
Veredito: confessar nunca foi tão fácil… e tão arrastado

Yuusha Party ni Kawaii Ko ga Itanode, Kokuhaku Shite Mita é um anime fácil de assistir, com momentos fofos (outros divertidos) e algumas boas ideias. No entanto, sofre com ritmo irregular e desenvolvimento superficial — especialmente com a Cecilia que age como se não soubesse das intenções dele, mesmo após Youki se declarar diversas vezes. Não chega a ser uma experiência ruim, mas também dificilmente será memorável a longo prazo.
Por que pode valer a pena dar uma chance?
- Leveza estética: o tom artístico em aquarela (não confunda com a animação) é um recurso criativo e que deixa a imagem do anime ainda mais leve.
- Casal secundário: Raven e Happiness têm uma progressão muito mais satisfatória (e menos enrolada) que os protagonistas.
- Humor leve: é um anime fácil de assistir, ideal para “desligar o cérebro” após um dia cheio (se estiver sem outras opções para maratonar).
There was a Cute Girl in the Hero’s Party, so I Tried Confessing to Her apresenta exatamente o que promete no título em doses homeopáticas. Pode ser uma boa escolha para quem quer algo leve entre animes mais densos, mas não espere uma história realmente marcante.
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Você acha que romances em isekai ainda conseguem inovar ou já caíram na repetição? ˆ-ˆv