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[Review] Akuyaku Reijou wa Ringoku no Outaishi ni Dekiai sareru adoça demais o romance

Review do anime Akuyaku Reijou wa Ringoku no Outaishi ni Dekiai sareru com os personagens Aquasteed segurando Tiararose no colo

Você já se imaginou despertando no corpo da antagonista do seu jogo favorito? Em Akuyaku Reijou wa Ringoku no Outaishi ni Dekiai sareru (The Villainess Is Adored by the Prince of the Neighbor Kingdom), Tiararose Lapis Clementille tenta aceitar seu destino com graciosidade. Reencarnada como a vilã de um otome game  e sem qualquer desejo de tentar resistir às flags que a aguardam pelo caminho, a protagonista se depara com uma nova rota: o príncipe do reino vizinho, Aquasteed, decide que ela é a sua heroína.

A adaptação da light novel pelo Studio Deen estreou na temporada de animes de janeiro de 2026 e ganhou 12 episódios que mergulham no gênero shoujo e na popular temática villainess. Para quem já acompanhou até o fim, o que não faltou foi demonstração de afeto em um romance açucarado que não tem medo de exagerar nas medidas. Embarca comigo?

Ficha técnica: Akuyaku Reijou wa Ringoku no Outaishi ni Dekiai sareru

Anime: Akuyaku Reijou wa Ringoku no Outaishi ni Dekiai sareru 「悪役令嬢は隣国の王太子に溺愛される」

Gênero: Fantasia e Romance

Número de Episódios: 12

Estreia: 11 de janeiro de 2026

Estúdio: Studio Deen (Fate/Stay Night, Vampire Knight, Fruits Basket, Rurouni Kenshin, Hakuouki, Full Moon wo Sagashite, Rozen Maiden (2013), Touka Gettan, Tensei Akujo no Kuro Rekishi)

Adaptação: light novel de Punichan (história) e Naruse Yamabuki (arte)


Resumo: a nova rota da vilã

Esqueça a humilhação pública. Quando Tiararose vê seu noivado rompido pelo príncipe Hartknights em favor da “heroína” Akari, Aquasteed Marineforest, o charmoso príncipe do reino vizinho, intervém e declara seu amor por ela. A clássica premissa de reencarnação como vilã, onde cada escolha pode significar um bad ending, brinca com expectativas do gênero enquanto tenta encontrar seu próprio caminho. A vilã, agora adorada, segue por uma rota inesperada rumo a um possível final feliz.

Um romance doce… (talvez até demais)

O primeiro episódio brinca com tropos já conhecidos do gênero, mas inverte algumas expectativas: Tiararose não luta contra o destino nem tenta evitar qualquer death flag ou bad ending. Ela apenas aceita o que o jogo determina, até que um novo príncipe muda completamente o rumo da sua rota. Aquasteed vem ao seu resgate como um príncipe montado em seu cavalo branco e uma postura diferente do ex-noivo Hartknights: gentil, atencioso e declaradamente romântico, com confissões que apostam no tom açucarado sem rodeios. 

Os problemas começam quando o desenvolvimento emocional não acompanha o ritmo dos acontecimentos. Mesmo com tanta demonstração física de afeto, a intimidade dos dois não convence. Se o romance tem açúcar de sobra, aquele build up que nos mostra como os personagens se apaixonam é um ingrediente ignorado na receita. 

As interações entre Tiararose e Aqua muitas vezes parecem mecânicas, como se estivessem apenas cumprindo uma rota pré-programada. Não faltam cenas românticas, talvez até demais (o tempo inteiro, em todos os episódios), mas elas deixam uma sensação de vazio, como se alguns temperos relevantes para dar sabor não fizessem parte do prato. Entre eles, química e tempo suficiente no forno para despertar na gente a vontade de torcer pelo casal.

A falta de “tempero” e a passividade da protagonista

Essa sensação de que “falta algo” começa a surgir já no segundo episódio. Apesar de detalhes fofos, como a paixão mútua por madeleines (meu doce favorito também!), Tiararose, Aqua e os personagens secundários parecem superficiais.

Há uma falta de emoção palpável nos diálogos. Mesmo as confissões mais intensas parecem seguir um roteiro engessado, onde os protagonistas dizem “eu te amo” apenas porque o script manda, e não porque sentimos a química. 

Além disso, Tiararose é extremamente passiva. Ela passa boa parte do tempo preocupada com os eventos do jogo ou cozinhando. No entanto, raramente toma decisões que alterem o rumo dos acontecimentos e parece sempre esperar que os homens ao seu redor (Aqua, Keith e Claire) resolvam seus problemas. Isso enfraquece a tensão narrativa: sem tentar mudar a receita, o sabor dos doces podem perder o impacto com o passar do tempo. 

O estilo visual tem apelo, mas a animação…

O Studio Deen optou por uma estética agradável em termos de character design, mas a animação em si dá sinais visíveis de que sofre com um orçamento limitado. A aparência de Tiara me lembrou a protagonista de Raeliana de Kanojo ga Koushaku-tei ni Itta Riyuu, mas as semelhanças param por aí. 

Mesmo com os traços delicados que reforçam o clima de conto romântico, é comum ver cenas onde os personagens são apenas “arrastados” pela tela para simular movimento. Algumas são bem engessadas, pouco dinâmicas, quase estáticas e sem emoção suficiente para engajar, o que quebra a imersão e compromete a experiência em um gênero que depende tanto da atmosfera visual. Todo o açúcar que vemos no romance se dilui aqui.

⚠️ >> Alerta de spoiler!

O casamento acontece cedo, mas parece tão surreal — talvez pela falta de conexão. Conhecemos o Rei das Fadas da Floresta, do Céu e do Mar, além de acompanhar a redenção de Akari (também superficial). Para completar, o ritmo acelerado e o comportamento ambíguo de Aquasteed em alguns momentos (erro de edição?) deixam a desejar, fazendo o clímax parecer apressado e conveniente demais.

Veredito: uma rota segura, mas pouco memorável

Review do anime Akuyaku Reijou wa Ringoku no Outaishi ni Dekiai sareru com os personagens Tiararose e Aquasteed propondo a ela

Akuyaku Reijou wa Ringoku no Outaishi cumpre o que promete no título: uma vilã sendo adorada pelo príncipe do país vizinho. E é isso. Se você quer apenas um romance “água com açúcar” para passar o tempo sem grandes pretensões, pode ser uma companhia agradável. Contudo, para quem espera uma protagonista forte ou uma história envolvente, a obra pode parecer vazia e tecnicamente datada.

Por que pode valer a pena dar uma chance?

  • Gênero villainess: premissa clássica de otome game que continua popular.
  • Foco total no romance: para quem gosta de demonstrações constantes de afeto e beijos a qualquer momento.
  • Universo das fadas: a introdução do Reino Marineforest e seus Reis Fadas traz um toque de fantasia na segunda metade.

The Villainess Is Adored by the Prince of the Neighbor Kingdom pode agradar fãs do gênero, mas dificilmente vai surpreender. É um anime previsível, que carece de profundidade emocional, personagens melhor desenvolvidos e de açúcar na dosagem certa para tornar o sabor mais marcante e menos enjoativo.


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