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[Review] Dark Moon: The Blood Altar vive do hype do ENHYPEN?

Review do anime Dark Moon: The Blood Altar com os personagens inspirados nos membros do ENHYPEN

Sob a luz do luar, a Decelis Academy guarda mais do que corredores silenciosos e aulas noturnas. Ali, onde teoricamente criaturas sobrenaturais não deveriam existir, vampiros caminham lado a lado com humanos. É nesse cenário de fantasia urbana que Dark Moon: The Blood Altar (Dark Moon: Tsuki no Saidan) ganha vida, transportando o extenso universo do ENHYPEN (엔하이픈) das páginas do webtoon para as telas. No centro de tudo está Sooha, uma jovem que tenta esconder sua força sobre-humana, mas acaba atraindo sete garotos cujos destinos parecem selados ao dela por séculos. 

Para quem é ENGENE, a experiência vai além da história com uma ponta de melancolia. Existe algo quase agridoce em acompanhar Heli, Jaan, Jakah, Jino, Noa, Shion e Solon, especialmente em um momento em que a realidade fora do anime passa por mudanças — com o anúncio da saída de Heeseung do grupo para focar na carreira solo. É impossível não olhar para Heli e sentir o peso dessa transição na vida real.

A adaptação estreou na temporada de animes de janeiro de 2026 pelo estúdio TROYCA, com 12 episódios que tentam condensar a rivalidade entre vampiros e lobisomens em uma narrativa fácil de acompanhar. Mas a pergunta que não quer calar: a produção consegue brilhar por mérito próprio ou acaba dependendo apenas do brilho das nossas estrelas do K-Pop? Vamos analisar se essa “mordida” vale a pena! Embarca comigo?

Ficha técnica de Dark Moon: The Blood Altar

Anime: Dark Moon: The Blood Altar 「DARK MOON -黒の月: 月の祭壇-」

Gênero: Fantasia

Número de Episódios: 12

Estreia: 9 de janeiro de 2026

Estúdio: TROYCA (Kanojo ga Koushaku-tei ni Itta Riyuu, Madougushi Dahliya wa Utsumukanai, Sengoku Night Blood, Douse, Koishite Shimaunda., Mizu Zokusei no Mahoutsukai)

Adaptação: manhwa do universo do ENHYPEN (엔하이픈)


Sooha passou a vida fugindo do estigma de ser uma “vampira” por causa de sua força sobre-humana. Ao se transferir para a misteriosa Decelis Academy, ela acredita estar segura, mas logo percebe que está cercada por segredos e pelas criaturas que mais teme. 

Ao conhecer Heli e seu grupo de amigos — Jaan, Jakah, Jino, Noa, Shion e Solon — Sooha se vê envolvida em uma conexão inexplicável com os sete. Em meio a uma série de assassinatos que reacende a rivalidade entre vampiros e lobisomens, segredos do passado vêm à tona e puxam a protagonista para o centro de um conflito secular. Ela logo descobre que seu destino pode estar mais ligado a esse mundo do que jamais imaginou.

Um universo promissor que demora a engrenar

Eu estava curiosa para conhecer o universo de Dark Moon: The Blood Altar sob o ponto de vista do anime. A história começa com uma pegada convidativa. Para quem acompanha o ENHYPEN, o primeiro episódio já propõe uma imersão imediata no universo do grupo com a abertura “One In A Billion”. É interessante também ver as habilidades de telepatia de Heli e a força de Sooha sendo apresentadas, mas o destaque fica para o clima de mistério: por que todos se sentem tão atraídos por ela se vampiros, supostamente, não amam?

No segundo episódio, temos o primeiro momento de tensão com os lobisomens — inspirados no grupo &TEAM (앤팀) — e a teoria (da minha parte apenas, como alguém que não conhece a fundo os conteúdos extras) de que Sooha poderia ser a personificação do fandom pela forma como ela “domina” os dois lados. 

No entanto, o anime sofre de um mal comum em adaptações: o ritmo. Até o episódio 6, a trama parece andar em círculos, focando em tropos escolares que já vimos antes, e leva um tempo considerável para realmente desenvolver seu conflito principal.

Quando a história finalmente avança…

É apenas por volta da metade da temporada que o enredo realmente ganha força. Revelações importantes começam a surgir, inclusive sobre a misteriosa atração que Sooha desperta entre vampiros e lobisomens, trazendo mais peso emocional e senso de urgência.

Como a história demora a engrenar, os personagens também não têm tempo suficiente para crescer ou ganhar um contexto mais aprofundado. O que sabemos é que cada um representa um membro do ENHYPEN: Heli (Heeseung), Jaan (Jay), Jakah (Jungwon), Jino (Jake), Noa (Ni-Ki), Shion (Sunoo)) e Solon (Sunghoon). O mesmo vale para o lado dos lobisomens: Enzy (EJ), Khan (K), Najak (Nicholas) e Tahel (TAKI).

Veredito: conceito clássico atrai, mas não sustenta o impacto

Review do anime Dark Moon: The Blood Altar com os personagens Khan e Sooha

Dark Moon: The Blood Altar é aquele tipo de anime que tem todos os elementos para ser viciante — vampiros, lobisomens e mistério — mas que acaba entregando uma experiência morna diante do potencial que tinha. A narrativa irregular e o ritmo lento dificultam o envolvimento mais profundo. Acredito que para quem não é fã do grupo, o impacto deve ser ainda menor.

Por que pode valer a pena dar uma chance?

  • Para os fãs: imaginar o quanto as personalidades dos personagens do anime refletem os membros do ENHYPEN e &TEAM é divertido.
  • Trilha sonora: ouvir “One In A Billion”, “Fatal Trouble” e “Criminal Love” na abertura ou no encerramento é um plus para o fandom.
  • Clássico nunca sai de moda: vampiros, lobisomens e mistério sobrenatural são elementos que sempre entretêm.

Dark Moon: The Blood Altar pode não ser memorável, mas também não é descartável. Para quem já tem afinidade com o universo do ENHYPEN ou busca um anime com estética sombria, pode ser uma boa companhia para assistir “de lado” enquanto faz outra atividade.


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