Música · Review

Jennie e Tame Impala: collab psicodélica em remix de “Dracula”

Review do single "Dracula" do Tame Impala versão remix em collab com a Jennie do Blackpink: imagens de Tame Impala à esquerda e Jennie com olhos vermelhos e dentes de vampiro à direita

Quando rumores de uma colaboração entre Jennie (제니) do BLACKPINK (블랙핑크) e Tame Impala começaram a circular, a expectativa não era apenas sobre um feat inesperado, mas sobre o que esse encontro poderia representar artisticamente. Lançado oficialmente nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, o remix de “Dracula” reimagina o single criado projeto musical do multi-instrumentista australiano Kevin Parker. 

A versão original de 2025 faz parte do álbum Deadbeat do Tame Impala. Com a nova roupagem e a voz de Jennie, a música ganha textura, personalidade e uma nova leitura emocional: mais suave, etérea e com um toque de psicodelia. Embarca comigo?

“Dracula”: remix minimalista e hipnótico

A performance de Jennie na nova versão de “Dracula” é uma aula de vibe. Ela não invade o espaço da música, mas se acomoda nele como se sua voz flutuasse entre as notas. Sua participação adiciona carisma à estética cool e atmosférica da faixa produzida por Parker e composta por ele e Sarah Aarons. 

O que originalmente era uma faixa disco e electropop ganha uma nova camada. A estética voltada para a pista de dança, com produção noturna e pulsante mergulha em uma atmosfera mais dreamy, hipnótica e envolvente. É o tipo de colaboração que vai bem em um festival indie quanto nos palcos monumentais que Jennie costuma dominar.

Feat que vai além da collab clássica

O destaque imediato vai para os pequenos easter eggs: sussurros de “you & me” ao fundo, quase como um segredo compartilhado com o ouvinte, e a risada icônica (que já se tornou uma marca registrada desde “Mantra”). Isso mostra que, no remix, Jennie não aparece apenas como participação pontual, mas como mente criativa da releitura. 

A nova versão reformula versos do original — incluindo a troca simbólica de “Shut up Kevin, just get in the car” para “Shut up Jennie, just get in the car” — reforçando sua presença autoral na faixa. Creditada como letrista e compositora, ela adiciona um curto trecho de rap que soa espontâneo e confiante, com versos dirigidos diretamente a Kevin Parker em uma entrega relaxada que se encaixa com naturalidade na atmosfera noturna da música. 

A collab representa uma evolução desde o lançamento do seu primeiro álbum solo, mostrando que Jennie se sente confortável em explorar diferentes texturas vocais para construir uma identidade solo mais autoral.

Vale lembrar que “Dracula” é um dos maiores sucessos recentes de Tame Impala, alcançando o Top 30 da Billboard Hot 100, além de uma indicação ao AACTA Awards. A entrada de Jennie amplia esse alcance global, sem descaracterizar a essência original da faixa.

E você, o que achou dessa collab? A voz da Jennie combinou com a vibe psicodélica do remix? 🎧

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