
Há músicas que não pedem atenção, mas ganham os holofotes assim que o play é ativado. “BRUISE” (불씨), segundo single digital do 8TURN (에잇턴), chega nesta quarta-feira, 28 de janeiro, exatamente assim: intenso desde o primeiro riff, pronto para ecoar em palcos de festivais e grudar na memória como um refrão convidativo que se canta junto até ficar sem voz.
O grupo já vem de um comeback forte com o single album Electric Heart, que colocou a title homônima na lista das melhores músicas de K-Pop de 2025. Agora, Haemin, Jaeyun, Kyungmin, Minho, Myungho, Seungheon, Yoonsung e Yungyu dão um passo claro em direção a uma identidade sonora mais madura.
“BRUISE” não abandona a energia jovem do 8TURN, mas propõe um novo arranjo: menos urgência pop, mais atmosfera, tensão e emoção. Embarca comigo?
“BRUISE”: o rugido de uma evolução
Há uma eletricidade diferente no ar quando damos o play em “BRUISE”. Se em agosto de 2025 fomos contagiados pela energia vibrante de “Electric Heart”, o novo single digital do 8TURN nos leva para um terreno mais denso, quase cinematográfico. A faixa se constrói sobre uma base de hybrid rock, guiada por um riff de guitarra imponente que carrega a música do início ao fim e dita o tom de urgência.
É aquele tipo de som pesado o suficiente para esquentar o palco de um festival e melódico o bastante para ecoar em nossos fones com um ar de melancolia nas entrelinhas. Em coreano, o nome 불씨 remete a uma fagulha ou centelha. A letra, com muitos trechos em inglês, fala sobre amor como combustão — daquele que se espalha como as chamas — e a escolha consciente de voltar ao fogo mesmo sabendo das marcas que ele deixa. É um retrato de emoções da juventude: imaturas, talvez, mas intensas e verdadeiras.
O refrão final, pontuado por um coro de “Oh-oh-oh, oh-oh-oh-oh”, já nasce com cara de hino de estádio. É o ponto onde a nostalgia encontra a fúria, criando uma atmosfera que remete aos melhores momentos do rock emocional que tem revitalizado o K-Pop nos últimos anos. O equilíbrio entre vocais ríspidos e entregas delicadas mostra um controle vocal que só o tempo e a experiência proporcionam.
Nos bastidores criativos, “BRUISE” também traz o nome de Yungyu nos créditos. Ele participa como letrista e compositor, reforçando o envolvimento artístico do grupo na construção de sua própria narrativa musical.
Um visual mais maduro, dramático e teatral
Visualmente e tecnicamente, o impacto vem em dobro. Para quem acompanhou a performance no Studio Choom, a coreografia é um espetáculo à parte e reforça essa virada de chave. Há uma dramaticidade teatral que me lembra a intensidade de grupos como o TXT (투모로우바이투게더), uma das maiores referências para mim nesse quesito.
Os movimentos que equilibram tensão e contenção antes da explosão do último refrão são especialmente impactantes. Eles traduzem bem o “empurra e puxa” emocional da letra em formas físicas, um detalhe que já antecipa o que podemos esperar da apresentação no palco ao vivo. É uma dança que não busca apenas a sincronia, mas a expressão de uma tensão que se acumula até explodir na parte final da música.
Esse contraste estético reforça a ideia de que o 8TURN não quer que você apenas ouça a música, mas sinta o calor da faísca em cada passo. “BRUISE” indica um início de ano com o pé direito para o grupo, ao mesmo tempo em que sinaliza direção. Ao abraçar o rock híbrido com tanta propriedade, eles mostram que a maturidade não significa perder a energia, mas sim saber onde canalizá-la. Se este é o início da nova jornada sonora para os meninos, o futuro parece, no mínimo, brilhante e intensamente quente.
| Grupo | 8TURN (Haemin, Jaeyun, Kyungmin, Minho, Myungho, Seungheon, Yoonsung e Yungyu) |
| Single | BRUISE (불씨) |
| Lançamento | 28 de janeiro de 2026 |
| Label | MNH Entertainment |
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