
Lançado nesta quarta-feira, 7 de janeiro, XO, My Cyberlove marca um ponto de virada na trajetória de CHUU (츄). Conhecida por sua energia luminosa desde os tempos de LOONA (이달의 소녀) até a transição para a carreira solo iniciada com Howl (2023), ela apresenta aqui seu primeiro álbum completo, reunindo nove faixas que exploram o amor na era digital com sensibilidade vocal, ousadia estética e uma produção surpreendentemente refinada.
Depois do EP Only cry in the rain (2024), CHUU retorna mais segura, curiosa e disposta a expandir seus próprios limites. Por trás do conceito de XO, My Cyberlove, ela navega pelas conexões mediadas por telas, emojis e inteligência artificial, sem deixar os sentimentos humanos de lado. É um álbum que cresce aos poucos, conquista pela atmosfera e tem potencial de aumentar sua presença nas playlists de K-Pop. Embarca comigo?
“XO, My Cyberlove”
A title track “XO, My Cyberlove” representa toda a identidade conceitual do álbum. Com synths de textura dos anos 80, batida leve e uma aura etérea, a música constrói um clima de romance suspenso entre o real e o virtual. Há algo de nostálgico e confortável na forma como a voz de CHUU ecoa, como se o som fosse feito para envelhecer bem, mesmo que não se sobressaia na primeira vez.
“Right now, I’m somewhere between virtual and dreamy reality / A satellite that’s completely lost…” A letra de Seo Ji-eum encontra em CHUU a intérprete ideal: sua voz flutua sobre a melodia com delicadeza, transmitindo uma melancolia doce e sonhadora, que não se excede. O refrão não explode, envolve como se fosse um sussurro de amor em um espaço virtual.
O MV reforça essa proposta futurista ao misturar elementos analógicos — monitores antigos, cabines telefônicas — com uma estética “cyber” filtrada pelo retrô. CHUU alterna entre versões quase humanas e quase artificiais de si mesma, criando uma narrativa visual que dialoga diretamente com o tema do álbum: amar em camadas, em diferentes planos de existência.
B-sides
Se a faixa-título apresenta o conceito, as B-sides mostram a verdadeira ambição de XO, My Cyberlove. Muitas delas são fortes candidatas ao título de favoritas no álbum. “Canary” se destaca como um dark pop emocionalmente intenso, quase dramático, com synths climáticos e vocais mais carregados. Já “Cocktail Dress” aposta no indie pop e no alt-pop, com arranjos sofisticados e um registro grave (e marcante) de CHUU.
Faixas como “Limoncello” e “Love Potion” trazem influências de dancehall, moombahton e afrobeats, equilibrando leveza, groove e decisões harmônicas muito bem pensadas. São músicas que brilham cheias de charme e identidade. “Heart Tea Bag” traz um R&B etéreo que abraça o conceito “cyber” de forma mais profunda. É uma faixa de atmosfera, que reflete bem o seu nome, como se fosse um relaxante sachê de chá.
“Teeny Tiny Heart” adiciona uma pitada de caos fofo com bassline dançante e estética Y2K, enquanto “Hide & Seek” aposta no bubblegum pop energético e divertido. O álbum encerra com “Loving You! (첫눈이 오면 그때 거기서 만나)”, que mistura hyperpop, Jersey Club e pop em um final vibrante e coerente com o clima construído ao longo do disco.
XO, My Cyberlove é, sem dúvidas, o projeto mais completo da carreira solo de CHUU até agora — e também o meu preferido. O álbum equilibra bem experimentação e easy listening com seu estilo, transitando por diversos gêneros e alcance vocal sem perder identidade, mesmo com influências ocidentais de nomes como Taylor Swift e Sabrina Carpenter. Mais do que provar sua versatilidade, CHUU constrói um universo próprio: brilhante, melancólico e emocionalmente envolvente.
| Solo | Chuu |
| Álbum | XO, My Cyberlove |
| Lançamento | 07 de janeiro de 2026 |
| Titletrack | “XO, My Cyberlove” |
| Destaques | “Canary”, “Limoncello” e “Love Potion” |
| Label | ATRP |
Já conferiu XO, My Cyberlove? Ouça o álbum completo no Spotify. 🎧