Atenção passageiros! Em instantes, vamos começar o embarque para mais um tour pelos K-Dramas. A bordo do voo KD2512, preparamos uma programação especial recheada de estreias que chegaram fresquinhas ao catálogo de dezembro. Foi o mês em que nos despedimos de Dynamite Kiss e recebemos uma leva de novas séries coreanas. O roteiro inclui 7 novidades, direto da Coreia do Sul para você — e 3 delas já alcançaram o seu destino final.
- Dynamite Kiss
- Estreias de Dezembro
Ao entrar na aeronave, escolha uma poltrona bem confortável em um ambiente tranquilo para aproveitar melhor a viagem. Embarca comigo?
Dynamite Kiss
Com um beijo explosivo logo no primeiro episódio, Dynamite Kiss (키스는 괜히 해서!) arrisca uma estreia ousada para um rom-com, mas sem deixar de lado os clichês clássicos do gênero. Entre um encontro “mágico” em Jeju, uma mentira e algumas complicações pelo caminho, o K-Drama nem sempre faz muito sentido, mas conquista pela química do casal protagonista e pelo carisma do elenco de apoio.
Estreias de Dezembro
The Price of Confession
Um thriller psicológico intenso que mergulha em culpa, manipulação e falhas graves da justiça. The Price of Confession (자백의 대가) constrói sua tensão a partir do encontro entre duas mulheres, conduzindo o espectador por uma narrativa sombria que desafia noções de verdade, responsabilidade e moralidade. Sustentado por atuações poderosas e escolhas narrativas corajosas, o K-Drama provoca incômodo, reflexão e muito suspense até o último episódio.
Will You Be My Manager?
Um K-Drama curto, leve e despretensioso que mistura romance escolar, amizade e bastidores da indústria do entretenimento. Em Will You Be My Manager? (되어줄래? 나의 매니저), Hana é uma estudante japonesa que tenta se firmar como manager em uma escola coreana de artes. Leve, bobinho e confortável, é uma boa pedida para quem busca uma maratona rápida sem grandes compromissos emocionais.
Cashero
Em Cashero (캐셔로), dinheiro não é apenas poder — é sacrifício. O K-Drama da Netflix aposta em uma premissa criativa ao transformar saldo bancário em superforça, equilibrando humor, ação e dilemas bem humanos. Com ritmo ágil e um tom de popcorn flick, a série diverte mais do que aprofunda, mas encontra força no carisma do elenco e na mensagem de que nem todo heroísmo vem sem custo.
Made In Korea
Made In Korea (메이드 인 코리아) é um thriller ambientado na Coreia do Sul dos anos 1970, onde a ambição desmedida de Baek Ki-Tae (Hyun-Bin) por poder e riqueza o transforma em uma figura temida e implacável. No seu caminho, porém, está o obstinado promotor Jang Gun-Young (Jung Woo-Sung). Sua tenacidade o leva a desafiar Ki-Tae de todas as formas para impedir seu domínio. Com conspirações, alianças complexas e tensões de época, essa batalha de ideias e moral que coloca justiça e ambição frente a frente em um cenário turbulento.
Exibido pela Disney+ desde o dia 24 de dezembro de 2025, o K-Drama de seis episódios (e segunda parte já confirmada) é dirigido por Woo Min-Ho e escrito por Park Eun-Kyo e Park Joon-Seok. A trama mergulha na em um jogo de poder na Coreia dos anos 70, com um elenco de peso e clima de suspense.
O primeiro episódio exige um pouco de atenção no começo: muita coisa acontecendo e cenários históricos para assimilar. No entanto, é interessante ver o contraste entre os protagonistas Baek Ki-Tae e Jang Gun-Young: um frio e calculista, o outro impulsivo e fervoroso. A participação do Woo Do-Hwan como Baek Ki-Hyun ainda é tímida, mas a personagem da Won Ji-An (Choi Yu-Ji) parece interessante no contexto japonês — bem diferente da Ji-Woo de Surely Tomorrow. A produção capta bem a estética setentista, com trilha e atmosfera que combinam com esse clima noir de época. Já na reta final da primeira parte, ainda não conseguiu ser tão intrigante quanto Tempest, apesar de contar com grandes nomes.
Surely Tomorrow
Em Surely Tomorrow (경도를 기다리며), o repórter Lee Kyeong-Do (Park Seo-Jun) é o ace da equipe de reportagem, mas, enquanto o lado profissional vai bem, o amoroso ainda se prende às lembranças do seu primeiro amor, Seo Ji-Woo (Won Ji-An). Entre encontros e desencontros que marcaram a juventude, eles viveram duas histórias interrompidas por circunstâncias da vida. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente, quando Kyeong-Do se envolve em uma reportagem que envolve diretamente a vida atual de Ji-Woo, reacendendo sentimentos mal resolvidos e perguntas que ficaram sem resposta.
Exibido pela JTBC, o K-Drama é um romance com toques de comédia dirigido por Im Hyun-Wook (King the Land) e escrito por Yoo Young-A (Thirty Nine). Com estreia no dia 6 de dezembro, a série conta com 12 episódios e aposta em uma narrativa madura sobre reencontros, timing e amores que insistem em esperar pelo “amanhã”.
Por enquanto, Surely Tomorrow parece aquele clássico K-Drama de amor juvenil que fica mal resolvido e reaparece anos depois — e o primeiro episódio não entrega muito além disso. No início, não tem grandes pistas do que realmente separou Kyeong-Do e Ji-Woo, mas aos poucos os motivos vêm à tona. A viagem para a praia no episódio 3 me lembrou da nostalgia de Twenty Five Twenty One, e o relógio com a moeda foi um detalhe simbólico bem fofo. Já a protagonista… confesso que não me conquistou: por trás do ar de espírito livre, ela é grossa demais com Kyeong-Do que é pura gentileza. Vamos ver se isso evolui: surely tomorrow, né?
Love Me
Em Love Me (러브 미), Seo Jun-Kyung (Seo Hyun-Jin) é uma obstetra bem-sucedida que parece ter tudo sob controle, mas carrega uma solidão profunda e um passado que prefere esconder. Após fugir da família por causa de um acidente que mudou sua vida, ela aprende a sobreviver sendo forte, fria e autossuficiente. Esse muro que ela constrói ao seu redor começa a ruir quando Ju Do-Hyun (Chang Ryul), um músico sensível e observador, cruza seu caminho. Ele é o único capaz de enxergar a solidão que ela tenta esconder do mundo.
Mais um K-Drama da JTBC, Love Me é um romance intimista dirigido por Jo Young-Min (You and Everything Else, Do You Like Brahms?) e escrito por Park Eun-Young (The Trunk) e Park Hee-Kwon. Com 12 episódios exibidos às sextas-feiras, em dose dupla, a serie estreou no dia 19 de dezembro. A produção é um remake do drama sueco Love Me (2019–2020).
Love Me deixa claro logo de início que não é um drama leve: é sobre solidão, culpa e silêncios que pesam mais do que palavras. O primeiro episódio incomoda propositalmente, especialmente na cena em que as colegas provocam a protagonista por estar solteira. A atmosfera é densa, com paleta escura, trilha melancólica e um tom contemplativo que combina com a proposta. Aos poucos, a presença calorosa do vizinho músico começa a suavizar tanto o clima da série quanto a vida de Jun-Kyung.
É um slow burn emocional, que cresce sem promessa e promete cura antes do romance — e isso combina perfeitamente com o pedido implícito do título: Love Me.
IDOL I
Idol I (아이돌아이) mistura dois universos aparentemente opostos: a seriedade do tribunal com a vivacidade do fandom. No meio disso, está Maeng Se-Na (Sooyoung), uma advogada criminal de elite conhecida por defender casos que ninguém quer — e por nunca perder. Fora do fórum, porém, ela guarda um segredo bem menos intimidador: é fã dedicada do idol Do Ra-Ik (Kim Jae-Young). Quando o astro do grupo Gold Boys é acusado de assassinato, fantasia e realidade colidem, e Se-Na assume o caso que pode mudar tanto sua carreira quanto sua relação com o ídolo que sempre admirou à distância.
Exibido pela Netflix, Idol I é um K-Drama de 12 episódios dirigido por Lee Gwang-Young e escrito por Kim Da-Rin. A série estreou em 22 de dezembro, prometendo tensão jurídica, bastidores do mundo idol e encontros nada convencionais entre fã e artista.
O primeiro episódio de Idol I já conquista qualquer dorameira que também vive o dilema de colecionar photocards e disputar ingressos para shows ou fan meetings — impossível não se identificar com a Maeng Se-Na. A cena do “eu juro que não vou comprar mais, mas…” e o clássico “esse assento está indisponível” do site de vendas doem de tão reais.
A abertura com o monólogo romântico cria aquela fantasia típica de fã, só para o roteiro virar tudo de cabeça para baixo quando o tão sonhado encontro acontece… numa delegacia. Gostei muito desse contraste: o episódio começa com sonhos bobos e termina com um choque de realidade pesado, mostrando desde cedo que Idol I sabe brincar muito bem com expectativas.
* * *
Como foi o seu voo pelo último mês do ano? Entre as estreias de dezembro que entraram no catálogo de bordo, The Price of Confession já se tornou uma favorita. Cashero é divertida, Love Me traz uma abordagem interessante para a solidão e Idol I tem tudo para ser uma das queridinhas por criar uma conexão com o universo de idols e fandom. Juntas, essas séries coreanas se equilibram entre o tom leve e as camadas mais densas.
Obrigada pela preferência mais uma vez. Espero revê-los no próximo voo! Enquanto isso, me conta aqui nos comentários o que achou dos K-Dramas que fecharam o tour do ano. ˆˆ