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[Review] Onmyou Kaiten Re:birth: entre mundos paralelos e repetições 

Anime Onmyou Kaiten Re-birth com Takeru e Tsukimiya como se estivessem caindo

Universos paralelos, linhas do tempo quebradas, civilizações na lua e teorias que unem ciência e misticismo são temas com potencial de despertar o fascínio. Onmyou Kaiten Re:birth 「陰陽廻天 Re:バース」, uma das estreias da temporada de julho de 2025, mergulha nesse imaginário. Com elementos de viagem temporal, batalhas espirituais e um toque de ficção científica, o anime propõe uma jornada que questiona até onde é possível desafiar o destino.

Diferente de muitas adaptações, esta é uma obra original, que envolve ação, fantasia e sci-fi. Com produção do estúdio David Production, a história ganhou 12 episódios. O primeiro foi ao ar no dia 3 de julho. Embarca comigo?

Ficha técnica de Onmyou Kaiten Re:birth

Anime: Onmyou Kaiten Re:birth

Gênero: Ação, Fantasia e Sci-Fi

Número de Episódios: 12 

Estreia: 3 de julho de 2025

Estúdio: David Production (Hataraku Saibou e Inu x Boku SS)

Adaptação: obra original


Narihira Takeru é um delinquente solitário que alterna seus dias entre brigas e sonhos com uma enigmática garota chamada Tsukimiya. Após um acidente, ele desperta em Denji Heian-kyou, uma versão futurista da antiga capital japonesa, onde tecnologia avançada e artes místicas coexistem. Para sua surpresa, Tsukimiya é real e habita esse mundo, mas o encontro com ela termina em tragédia, marcada pela presença de uma névoa negra. A partir daí, Takeru descobre que pode voltar no tempo e decide treinar com o lendário onmyouji Abe no Seimei para mudar o destino de Tsukimiya, enquanto tenta descobrir os segredos da nova realidade.

Review de Onmyou Kaiten Re:birth

O anime combina mecânicas de Re:ZERO, através da habilidade de Takeru de voltar no tempo com suas memórias intactas ao morrer, Yu Yu Hakusho, na apresentação do protagonista briguento e até alguns gimmicks de Code Geass em suas reviravoltas. As semelhanças param por aí. Em busca do seu próprio caminho entre os gêneros de ação, Onmyou Kaiten Re:birth une mechas e poderes místicos a uma ambientação histórica. 

A proposta certamente é um dos apelos para acompanhar a obra, assim como a premissa de viagem no tempo, mundos paralelos e posteriormente uma tecnologia avançada envolvendo a lua. O problema começa quando as idas e voltas de Takeru entram em um loop de repetições e, a cada novo reset, ele precisa se inserir novamente no mundo e se apresentar aos personagens como se fosse a primeira vez.

Enquanto o plot se repete aqui e ali, o ritmo da história principal parece acelerado em muitos momentos. Visualmente, o anime entrega um traço limpo e estilizado, com boas composições de cenário e pinceladas de CGI nas cenas de ação. 

Além de Takeru e Tsukimiya, Abe no Seimei é o único personagem a ganhar um pouco mais de foco entre os onmyoujis. Yura e Atsunaga até têm seus momentos de “fama” aqui e ali, mas nenhum deles recebe um desenvolvimento completo. No fim, todos acabam com características mais genéricas. 

O simples que virou complexo

No episódio 9, um grande plot twist redefine a percepção da heroína e amplia a sensação de que o roteiro se expande mais do que consegue sustentar. Ao invés de executar um ‘duplo twist carpado’, o anime reverte seus movimentos, mudando toda a engrenagem da história e invertendo alguns papéis. Conforme os segredos por trás da verdade sobre Denji Heian-kyo e os propósitos de cada personagem se revelam, o roteiro prova que a frase ‘nem tudo é o que parece’ nunca fez tanto sentido quanto agora.

Mas será que essa mudança tão perto da reta final realmente precisava acontecer? Para um anime de apenas 12 episódios, a virada transforma um enredo simples em uma obra de ficção científica mais complexa do que deveria.

Onmyou Kaiten Re:birth tem potencial para deixar você sem palavras ou sem reações quando chega no último episódio. Foi assim comigo pelo menos. O anime explora elementos conhecidos com toques de originalidade. Esse combo desperta a curiosidade no início só para dispersar o interesse no final, a ponto de nos fazer voltar apenas pelo bem de terminar o que começamos. Não é um desperdício completo, mas poderia ser melhor (muito melhor) e menos experimental. 

Embora sigam premissas completamente diferentes, falar em loop me lembrou de Kowloon Generic e seu verão sem fim. ˆ-ˆv

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