J-Pop · Música · Review

Ashes to Light do ATEEZ encanta de formas inesperadas

Cena do MV de "Ash" do álbum Ashes to Light to ATEEZ. Vestidos de preto, os membros dançam em um cenário escuro

Sem pausa para refrescar depois do verão intenso de Golden Hour: Part.3 In Your Fantasy em julho, ATEEZ (에이티즈) já tem novidade para as nossas playlists nesta quarta-feira, 17 de julho. Ela chega no formato do álbum japonês Ashes to Light. Um mix de nove faixas: cinco inéditas, lideradas pela titletrack “Ash” com as b-sides “12 Midnight”, “Tippy Toes”, “FACE” e “Crescendo”, e as já conhecidas da discografia — “NOT OKAY”, “Days”,  “Birthday” e “Forevermore” — agora em suas versões nipônicas. 

Pela definição da KQ Entertainment, a proposta é traduzir em música a ideia de que “a esperança pode surgir das cinzas das dificuldades”. E para transmiti-la em seu potencial máximo, Hongjoong e Mingi assinam as letras de todas as músicas. Embarca comigo? 

“Ash”

O convite para se reerguer diante das adversidades já vem na abertura do álbum com a faixa-título “Ash”. De atmosfera inicialmente contida e misteriosa, a tensão cresce de forma gradual até liberar sua força no refrão dançante. 

A estrutura da música apresenta um jogo de camadas sonoras que parece iluminar a voz de cada membro do grupo em um equilíbrio entre grandiosidade e sutileza. E é desse balanço que sai o impacto. “Ash” surpreende por não se apoiar no maximalismo, mas sim em uma elegância rítmica que traz frescor à discografia do ATEEZ — sem perder de vista a essência do grupo. 

Não é um gênero novo para Hongjoong, Jongho, Mingi, San, Seonghwa, Wooyoung, Yeosang e Yunho. Só que, ao mesmo tempo, parece um som ainda não explorado pelos meninos. Talvez pela forma como o arranjo deixa espaço para que todas as vozes brilhem, sem direcionar os holofotes para o vocal que naturalmente atrai as luzes para si (Jongho). 

O refrão é seu maior trunfo: dançante, inesperado e, consequentemente, viciante. O grupo consegue unir intensidade e leveza na medida quase perfeita. Se o ATEEZ é conhecido por construções sonoras grandiosas, aqui o poder está no detalhe. O segundo verso também guarda surpresas, com pequenas quebras de ritmo que evitam a linearidade. 

A música ganha força a cada audição — com o MV e com o fone, duas experiências diferentes — e prova, mais uma vez, a confiança do grupo em experimentar novas paisagens sonoras e ainda manter sua identidade. 

B-sides 

Entre as b-sides inéditas, já adianto que é difícil escolher apenas uma preferida. Comecei o review com “12 Midnight” pela leveza, acompanhada da harmonia das linhas de rap e vocal. Quando ouvi “Tippy Toes” novamente, os olhos brilharam. A faixa traz um tempero latino suave, que conversa bem com a energia característica do ATEEZ. Já imagino o grupo ao vivo incendiando o palco.

“FACE” também é non-skip com seus riffs de guitarra que acentuam o espírito do J-Rock. É o tipo de música que poderia facilmente embalar a abertura de um anime de ação. Para fechar a primeira metade de Ashes to Light e as novidades, “Crescendo” amarra a proposta com uma balada sentimental, mostrando que até nas pausas o ATEEZ brilha.

As faixas já conhecidas — “NOT OKAY”, “Days”, “Birthday” e “Forevermore” — reforçam a consistência do repertório japonês. Revisitadas em versões que dialogam com o conceito do álbum, elas mantêm a chama acesa.

Ashes to Light mostra o ATEEZ como um grupo em constante movimento, capaz de equilibrar intensidade e suavidade, além de experimentar sem perder seu som característico. Se a luz nasce das cinzas, os meninos estão prontos para brilhar em qualquer cenário. E eu espero que um deles seja nos palcos do Brasil. Em uma próxima visita, quero estar lá! ˆˆ

Já conferiu todas as faixas? Ouça o álbum Ashes to Light completo no Spotify e compartilhe suas favoritas. 🎧

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