
Mahoutsukai no Yakusoku 「魔法使いの約束」 me conquistou pelo visual, especialmente o dos magos. E não é surpresa ver um personagem mais bonito do que o outro, já que o anime é baseado em um jogo mobile no estilo otome game — mais conhecido como Mahoyaku. A adaptação estreou no dia 6 de janeiro e ganhou 12 episódios, produzidos pelo pelo estúdio LIDENFILMS (Kimi wa Houkago Insomnia, Kami wa Game ni Ueteiru, Bye Bye Earth, Lost Song, Rurouni Kenshin: Meiji Kenkaku Romantan).
Apesar de seu universo mágico, faltou magia na história e na personalidade da protagonista para encantar. Viver apenas de aparências não é o suficiente para sustentar uma obra, não é mesmo? Hoje vou compartilhar o que achei do anime. Vem comigo?
Ficha técnica de Mahoutsukai no Yakusoku
Anime: Mahoutsukai no Yakusoku
Gênero: Fantasia
Número de Episódios: 12
Estreia: 6 de janeiro de 2025
Estúdio: LIDENFILMS
Adaptação: jogo mobile
Em uma noite iluminada pela lua, Masaki Akira é transportada para um mundo mágico onde humanos e magos coexistem. Esse universo enfrenta uma ameaça cíclica: uma gigantesca lua maligna que ataca o planeta. A única esperança da humanidade são os Wizards of the Sage, magos escolhidos para enfrentar essa calamidade. Akira logo descobre que sua presença tem um propósito — ela foi convocada para liderá-los na batalha decisiva.
Review de Mahoutsukai no Yakusoku
Quando comecei a acompanhar, meu maior receio era ver a história de Diabolik Lovers se repetir. Isso não acontece, nem mesmo um harém se forma apesar de reunir todos os elementos. Ponto positivo! No entanto, Akira assume o papel de uma protagonista sem atitude, expressão ou propósito até o último episódio.
A premissa de Mahoutsukai no Yakusoku tem um certo apelo, especialmente para quem gosta de isekai e magia. No anime, o roteiro falha em traduzir essa ideia para a tela de um jeito mais envolvente. Um dos primeiros problemas notáveis é a falta de uma linha narrativa bem definida, deixando espaço para pontos soltos. Conforme os episódios avançam, a trama parece perdida — enquanto surgem novos personagens sem tempo para qualquer tipo de desenvolvimento, inclusive para os que já estavam ali.
O anime introduz uma quantidade exagerada de personagens: 21 magos, divididos em diferentes nações. Porém, poucos se destacam pela falta de desenvolvimento. O resultado é um elenco raso, com diálogos superficiais, onde a maioria dos personagens pode cair facilmente no esquecimento. Também não me agrada muito a voz de alguns deles. Não pela voz em si, mas por não combinar com o personagem, sabe?
Onde está Wally a protagonista?
Akira sofre de um problema comum em adaptações de jogos para anime: falta de personalidade. No jogo, a protagonista é, de certa forma, personalizada pelas nossas escolhas, mas no anime, ela se torna um avatar sem profundidade. Seu único papel é reagir às falas dos magos.
Além disso, o anime frequentemente utiliza telas de texto com monólogos internos da protagonista, mas eles desaparecem tão rápido que fica difícil acompanhar. Essa escolha prejudica a imersão e afeta o ritmo da história.
A participação de Akira é tão passiva que, em muitos momentos, a presença dela é completamente irrelevante. Ela não aprende nada, não evolui após seu encontro com os magos, não toma decisões significativas e muito menos lidera a batalha contra a grande calamidade. Isso compromete qualquer tentativa de criar empatia.
Se há algo positivo no anime, é o design dos personagens. Afinal, foi meu maior incentivo para ver Mahoutsukai no Yakusoku. Os magos têm visuais distintos e atraentes, algo que faz sentido, considerando a origem. A animação, no entanto, é mediana, com algumas cenas de ação interessantes nos episódios finais, mas nada que realmente compense o ritmo lento e a inconsistência do roteiro. A trilha sonora, especialmente a abertura “Year N” da banda Mili, captura bem a atmosfera mágica do anime.
Mahoutsukai no Yakusoku é um anime visualmente bonito, mas com uma história desconexa, uma protagonista sem qualquer traço de personalidade e personagens que carecem de maior profundidade para criar uma conexão. A sensação que fica é a de uma obra que não soube adaptar seu material de origem de maneira eficiente.
Se você gosta de fantasia, Zenshu traz um roteiro mais forte e cheio de carisma. ˆ-ˆv