
[Atualizado em 26 de junho] O que acontece ao juntar romance e guerra? Estes são os principais elementos de Kimi to Boku no Saigo no Senjou, Aruiwa Sekai ga Hajimaru Seisen 「キミと僕の最後の戦場、あるいは世界が始まる聖戦」, um anime onde um amor tão improvável quanto o de Romeu e Julieta nasce no meio de uma batalha entre a Soberania e o Império. Apesar de estarem em lados opostos, Alice e Iska compartilham um sonho em comum: estabelecer a paz. Mesmo como inimigos, os dois acabam se aproximando pelas coincidências (ou não) do destino.
No lado da Soberania, estão os magos com poderes astrais. No lado do Império, estão os cavaleiros que entraram em guerra com a Soberania Nebulis, resultando em um conflito que dura mais de um século. KimiSen estreou em 2020 e, no dia 10 de julho, entra oficialmente em sua segunda temporada.
Neste post, vamos relembrar a história de Kimi to Boku no Saigo no Senjou e começar o aquecimento para a nova temporada que está prestes a começar. Vem comigo?
Ficha técnica de Kimi to Boku no Saigo no Senjou
Gênero: Ação, Romance, Fantasia
Estúdio: SILVER LINK
Número de Episódios: 12 (1ª Temporada) + 12 (2ª Temporada)
Estreia: 7 de outubro de 2020 e 10 de abril de 2025
Kimi to Boku no Saigo no Senjou, Aruiwa Sekai ga Hajimaru Seisen se passa em um mundo onde o poder astral é temido pelo Império. Diante disso, magos e todos aqueles que demonstram habilidades mágicas são perseguidos. Como resposta para escapar da opressão, eles fundaram a Soberania Nebulis. Esta polarização leva a um conflito entre Império e Soberania que já dura mais de um século.
A história acompanha Iska, um talentoso cavaleiro do Império, que é libertado da prisão após soltar uma maga com poderes astrais. Sua missão é caçar a poderosa “Bruxa da Calamidade do Gelo”, Aliceliese Lou Nebulis XI, que também é uma das princesas da Soberania e sucessora do trono.
Após o primeiro confronto entre Iska e Alice, o destino acaba unindo o caminho dos dois fora do campo de batalha muitas vezes. Alice descobre que Iska é contra a guerra e, assim como ela, luta pela paz. À medida que Iska e Alice se aproximam, por uma sequência de coincidências ou destino, eles lutam para transformar o mundo em um lugar sem sofrimento e guerra. Enquanto isso, um sentimento maior do que a rivalidade começa a crescer.
Com a chegada da segunda temporada, será que veremos o amor ganhando força? E o fim da guerra, será que está próximo?
Review de Kimi to Boku no Saigo no Senjou


KimiSen é baseado na light novel de Suzane Kei (história), mesma autora de Kami wa Game ni Ueteiru, um dos animes finalizados em junho, e Nekonabe Ao (ilustração). A adaptação do estúdio SILVER LINK (Hamefura, Tearmoon Teikoku Monogatari, alguns especiais de Fate, entre outros) ganhou 12 episódios na primeira temporada, com exibição entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2020.
O anime já estava na minha lista. Quando vi a data de estreia da segunda temporada, senti que era o momento de passá-lo para a coluna de assistidos e começar a me preparar para acompanhar a continuação desde o lançamento.
Meras coincidências ou o poder do destino?
Um dos aspectos mais cativantes de Kimi to Boku no Saigo no Senjou é a forma como as coincidências moldam a relação entre Iska e Alice. O anime faz um excelente trabalho ao mostrar como esses encontros ao acaso fortalecem a ligação entre os personagens principais, criando uma narrativa envolvente. A cada episódio, novos desafios e encontros inesperados trazem uma dinâmica única à trama, reforçando o tema de destino e conexões inesperadas.
As interações entre Alice e Iska são um dos pontos altos do anime. A química entre os dois é palpável desde o primeiro encontro, e a evolução de seu relacionamento é tratada com delicadeza e profundidade (sem acelerar, nem frear o ritmo).
Alice, com sua personalidade forte e cheia de determinação, contrasta perfeitamente com o jeito calmo, compreensivo e centrado do Iska. Esse contraste leva a interações repletas de tensão e emoção, proporcionando momentos de impacto, cenas fofinhas, uma pitada de comédia pelas reações envergonhadas da Alice e desenvolvimento pessoal para ambos.
A história pode ser genérica, mas acerta na dosagem entre as cenas de romance e ação. Alguns episódios são mais românticos, em outros o foco é nas batalhas do poderio militar versus magia. A trama também pode lembrar uma versão mais moderna de Romeu e Julieta, com um toque de mágica. Afinal, Alice é uma das sucessoras ao trono da Soberania, enquanto Iska é considerado um prodígio entre os cavaleiros do Império.
Apesar de serem inimigos por estarem em lados opostos, isso não impede que os dois se apaixonem um pelo outro. No entanto, cada um mantém seus sentimentos guardados a sete chaves para não correrem o risco de exílio enquanto tentam alcançar a paz, colocando um fim na guerra centenária que os divide.
Maturidade dos personagens é tempero extra
Outro destaque de KimiSen é a maturidade dos personagens. Não vamos falar da Mismis 艇長, né? (xD), Jhin e Nene, membros da equipe do Iska; Rin, fiel companheira de Alice, sua irmã mais nova Sisbell; e os próprios protagonistas lidam com suas responsabilidades e os desafios de suas missões de forma realista e ponderada. Iska e Alice, em particular, demonstram um bom crescimento, enfrentando seus medos e incertezas com coragem e determinação.
Essa maturidade traz um tempero extra, tornando a história mais envolvente, proporcionando uma conexão mais profunda e reduzindo a sensação de genérico. Ainda há espaço para mais desenvolvimento, claro, já que a primeira temporada teve apenas 12 episódios. Esse é um dos elementos que espero ver ganhando o foco na continuação de Kimi to Boku no Saigo no Senjou.
A animação de KimiSen lembra um pouco o visual de Code Geass, aliás, outro anime que conquistou minha admiração depois que eu superei o sentimento de cautela nos primeiros episódios. As cenas de ação são fluidas e bem coreografadas, enquanto os momentos mais calmos são tratados com uma atenção aos detalhes que adiciona profundidade.
Uma das minhas cenas favoritas é a primeira batalha em que Alice e Iska unem forças para derrubar a fundadora da Soberania antes que ela pudesse destruir o mundo. A luta de Rin com Salinger e, mais tarde, o confronto entre Iska e Object, uma máquina destrutiva construída pelo Império, levando o protagonista a se unir a Alice mais uma vez para evitar consequências maiores da guerra também se sobressaem.
A trilha sonora tem alguns momentos interessantes, assim como as músicas de abertura e encerramento. A opening “Against.” de Ishihara Kaori abre com o tom certo, enquanto a ending “Koori no Torikago” de Amamiya Sora segue um caminho mais emocional para fechar cada episódio.
Impressões finais de Kimi to Boku no Saigo no Senjou

Kimi to Boku no Saigo no Senjou é um anime que, apesar de ser genérico, consegue cativar com sua narrativa ao estilo Romeu e Julieta com o poderio militar vs magia, personagens carismáticos e cenas de ação bem conduzidas. A mistura equilibrada entre ação, fantasia e romance, sem que um elemento sobrepuja o outro, cria uma experiência agradável.
Isso mostra que o genérico nem sempre é algo negativo. É o caminho mais seguro e, muitas vezes, pode trazer uma surpresa aqui, outra ali, ainda mais se os personagens têm carisma, como é o caso de Alice e Iska. Eu, particularmente, gosto também do Jhin. Visual e postura me lembram do Emiya de Fate/Stay Night em sua versão Archer. Além disso, eles são maduros a ponto de se deixarem levar por mal-entendidos. Parece nem ter espaço para isso no anime.
Será que Alice e Iska vão conseguir colocar um fim na guerra centenária entre a Soberania e o Império? Como será o desenvolvimento da relação entre os dois? O que será que vai acontecer com a capitã agora que ela…? Ops, sem spoilers (xD). As interações entre os protagonistas e a maturidade dos personagens adicionam um frescor a Kimi to Boku no Saigo no Senjou, Aruiwa Sekai ga Hajimaru Seisen. Além disso, o anime sabe dosar entre as cenas de romance e ação. Com a segunda temporada se aproximando, recomendo incluir na sua maratona.
Outra obra que está com sua sequência em andamento é NieR: Automata Ver.1.1A, expandindo o universo do game.