
Depois de deixar o álbum Sequence do SF9 no play e replay, consegui fazer uma pausa no final da noite para trazer mais um dos lançamentos de K-Pop desta segunda-feira, 8. Afinal, também teve comeback do Itzy (있지) com o álbum Born to Be. Com uma tracklist composta por dez músicas, quase todas foram liberadas antes (embora algumas fossem apenas um preview).
A contagem regressiva para o comeback começou no dia 17 de novembro com “Blossom”, faixa solo da Lia. Um mês depois veio “Born to Be”, abrindo uma sequência de solos com “Crown on My Head” (Yeji), “Run Away” (Ryujin), “Mine” (Chaeryeong) e “Yet, But” (Yuna). Alguns dias antes da chegada do álbum, a última degustação ficou por conta de “Mr. Vampire”. Neste post, vou compartilhar minhas impressões sobre o disco. Vem comigo?
Minhas impressões do álbum Born to Be





O álbum Born to Be segue o lançamento do álbum Kill My Doubt em 31 de julho do ano passado, além de Ringo em outubro para o mercado japonês. A tracklist é composta por dez faixas, incluindo cinco solos, uma para cada integrante. “Born to Be” abre o álbum, mas não é a titletrack. A escolhida da vez é “UNTOUCHABLE”, acompanhada pelas b-sides “Mr. Vampire”, “Dynamite”, “Crown on My Head” (Yeji), “Blossom” (Lia), “Run Away” (Ryujin), “Mine” (Chaeryeong), “Yet, But” (Yuna) e “Escalator”.
Desde o debut em 2019, Itzy costuma ter uma ou duas músicas nas minhas playlists a cada lançamento. Começou com “DALLA DALLA”(sempre presente nas listas de random dance do K-Pop e também nos alongamentos das minhas aulas de dança). Depois veio “ICY”, “WANNABE” (com uma das minhas coreografias preferidas do grupo), “Not Shy” e “LOCO”. A partir daí, as meninas deixaram de se destacar nas minhas seleções.
Em Kill my Doubt, “Bet on Me” e “Psychic Lover” reacenderam as chances do Itzy reencontrar o caminho até a minha playlist. Após ouvir toda a tracklist de Born to Be, o lado maduro de Chaeryeong, Ryujin, Yeji e Yuna ganhou mais força no som que o grupo está entregando. Porém, minha conexão com as meninas ainda não chegou ao mesmo nível.
O que mais chamou a atenção no comeback, para mim, foi o visual (principalmente o cabelo rosa da Ryujin, mais FF XIII feelings <3). Por enquanto, preciso de um pouco mais de tempo para assimilar o álbum. Como recomendação de músicas, indico dois solos — “Crown on My Head” da Yeji e “Blossom” da Lia.
Born to Be
Vamos começar com a faixa que abre o álbum Born to Be. Ela tem o mesmo nome, mas não é a titletrack. Inclusive, foi a primeira música nova do Itzy que conhecemos através do MV que chegou em novembro do ano passado. A faixa não deixa tanto impacto, às vezes até soa como algo meio robótico, principalmente no refrão: “Born to be, born to be, born to be, oh-oh, oh-oh, oh / Born to be, born to be wild and free, oh-oh, oh-oh, oh“.
Gosto da forma como o pré-refrão é conduzido, mas o restante da música parece mais barulho, tanto que não consigo ouvir “Born to Be” por muito tempo sem começar a me incomodar. O MV, no entanto, marca. Cheguei a comentar nos destaques de K-Pop de dezembro o quanto o conceito visual me fez pensar em uma combinação poderosa no melhor estilo girl crush entre Blackpink e aespa.
UNTOUCHABLE
Em seguida, vem a faixa-título “UNTOUCHABLE” com um dance-pop energético, que mescla batidas eletrônicas e sons de guitarra no refrão para criar um impacto maior. E a música consegue engajar nesse momento: “I’m untouchable, it’s already begun / With this flow, just (just) going (going) on and on / Go on mess it up now, easily knockout / Whatever it is, I don’t care about / I’m untouchable, everlasting form, ah-ah”.
Pelo menos engaja mais do que em outros trechos. O pós-refrão também é marcante. Porém, a música não vai além disso. Geralmente, a combinação EDM + guitarra é um atrativo para mim, mas não funcionou tanto em “UNTOUCHABLE”. Será que a música teria engajado mais se tivesse a voz da Lia? Afinal, ela é uma das principais vocalistas do Itzy. Se você gostar, recomendo ouvir pelo Spotify. Por algum motivo, o som é melhor do que quando acompanhado pelo MV no YouTube.
Por falar no MV, ele pode ser um distrativo. Quando vi pela primeira vez, não consegui tirar os olhos do cabelo rosa da Ryujin. Todas estão com o visual impecável em todas as cenas — do visual claro ao dark — mas a Ryujin está em um nível à parte.
Deixando minha admiração de lado, o MV parece mais um vídeo de performance do que um MV tradicional. Afinal, as cenas são uma junção de sequências de coreografia em cenários de CGI. Não há movimentos tão marcantes na dança, mas gosto das interações entre as meninas — primeiro Ryujin e Yeji e depois Ryujin e Chaeryeong.
Mr. Vampire
“Mr. Vampire” foi o último pré-release a chegar no YouTube antes do lançamento do álbum Born to Be. O trecho no final do refrão “Come on and bite me, Mr. Vampire / Ask me one by one, Mr. Vampire (Yeah) / Good, we’re a match made in heaven / We are such a good match, Mr. Vampire” pode pegar rápido.
O refrão de “Mr. Vampire” é bem melódico, com potencial para se tornar uma daquelas músicas chiclete no K-Pop que gruda na cabeça, gostando ou não dela. Sempre que ouço ‘bite me’, começo a pensar na titletrack do álbum Dark Blood do ENHYPEN. A faixa segue em alta rotação na minha playlist apesar do pré-refrão ainda me incomodar um pouco. Pode ser que “Mr. Vampire” cresça com o passar do tempo. Por enquanto, o som é levemente enjoativo após ouvir algumas vezes.
Dynamite
Depois da titletrack, a b-side “Dynamite” é a primeira novidade do álbum, apresentada somente hoje após uma série de solos e pré-releases. Ouvir “Try blowing it all up / Like dynamite, like dynamitе” no pré-refrão ou qualquer outro trecho tem um efeito em mim similar a “Born to Be”. Tudo soa mais como ruído do que uma música capaz de me engajar do início ao fim. Além disso, o refrão é um pouco repetitivo demais.
Crown on My Head [Yeji]
Após uma série de solos, o álbum Born to Be finalmente revelou “Crown on My Head” em sua versão completa na voz de Yeji. Ouvir a prévia era tudo o que precisava para saber que seria uma das melhores músicas do disco, além de uma das minhas preferidas. Assim que foi liberada, já foi para a playlist de K-Pop com traços de K-Rock.
E tem tantos motivos. O toque de rock no arranjo instrumental. O impacto do pré-refrão: “They only want the graceful smile of a rose / Even invisible thorns are piercing me / I don’t care how much I get hurt / ‘What doesn’t kill me makes me stronger'”. A forma como a voz da Yeji soa, principalmente na intensidade que ela coloca no fim do refrão: “I got a crown on my head / Crown on my head / Chosen my life to shine”. A combinação parece elevar o potencial da Yeji a outros patamares.
Blossom [Lia]
Lia foi a primeira integrante a compartilhar uma prévia da sua faixa solo, já que logo em seguida ela entrou em hiato por questões de saúde. “Blossom” transmite os sentimentos da idol em relação ao seu momento atual: “I’m gonna let this spring past / There’s no need to hurry / I’m waitin’ for my turn / You know that I’m waitin’ for my time”. A intensidade das palavras contrastam com uma melodia suave. E ouvir a música completa teve o mesmo efeito de “Crown on My Head”, gostei mais ainda.
Run Away [Ryujin]
Mais um solo no álbum Born to Be. Chegou a vez de Ryujin com “Run Away”, uma música que me causou mixed feelings. Talvez eu precise de mais tempo para saber como me sinto exatamente em relação ao que ouço.
O refrão combina com a voz dela: “Okay, run away, run away, run away from me / If you’re afraid, I will be the villain / If you really can’t say it / You can blame it on me”. Também é interessante ver Ryujin em uma linha mais melódica, o que mostra um lado que normalmente não aparece nas músicas do Itzy. Mas a sensação que tenho ao ouvir é a de esperar uma coisa e receber outra em troca, como se tivesse faltando algo.
Mine [Chaeryeong]
Entre os solos do grupo, “Mine” da Chaeryeong é o que menos se destaca para mim. O refrão soa repetitivo e parece não combinar muito com o timbre dela. Impressão minha? Talvez! No entanto, a parte que traz a melhor experiência sonora na música é quando Chaeryeong canta, de forma quase falada, na ponte: “Just tell me the truth (Truth) / I’ve been waiting (I’ve been waiting) / I think we got something special”.
Yet, But [Yuna]
Para fechar os solos, temos a versão completa de “Yet, But” da Yuna. Ela me faz pensar em Barbie (xD). A música começa promissora com um som mais animado para acompanhar, mas logo se torna repetitiva. Quem gosta de b-sides mais coloridas e brilhantes, pode colocar na playlist sem medo. Essa vibe não faz muito o meu estilo musical, por isso é mais uma na tracklist do álbum Born to Be para dar skip.
Escalator
Para encerrar, o som colorido da Yuna dá lugar a uma faixa com um tom mais dark. É a vez de “Escalator”: “Going up / Escalator / Make it better / That’s my manner / So see ya later”. A música resgata o electropop característico e presente em boa parte da discografia do Itzy, além de adicionar alguns efeitos. Apesar disso, não deixa uma impressão tão forte, mas parece uma boa opção para fechar um álbum do grupo.
Nem faz tanto tempo desde que o Itzy fez seu último comeback com Kill My Doubt, mas Chaeryeong, Ryujin, Yeji e Yuna já estão de volta com o álbum Born to Be. Quem acompanhou e gostou dos últimos lançamentos do grupo, pode encontrar novas adições para suas playlists. Eu não tenho conseguido me conectar tanto com as músicas das meninas como antes, mas “Crown on My Head” e “Blossom” se destacam e merecem espaço nas minhas seleções mais recentes. Sem falar no visual das meninas! 대박
Itzy é o segundo girl group a aparecer por aqui desde o início do novo ano. Aproveite para conferir como foi o debut do Geenius.
Obs.: as versões solo que estão aqui no blog são os pré-releases, as músicas completas estão no Spotify