K-Drama

K-Dramas no #NoRadar: seleção de outubro

Em outubro, comecei a acompanhar um novo K-Drama, que estreou no dia 11 na MBC: A Good Day To Be a Dog, com Cha Eun-Woo e Park Gyu-Young (Celebrity e Romance is a Bonus Book). Também inclui duas séries coreanas que estavam na minha lista: My Mister (2018) e Strong Woman do Bong Soon (2017). 

A primeira é considerada um clássico, assim como Goblin e Descendants of the Sun, e ainda tem a IU no elenco. Já a segunda veio para suavizar a tensão de My Mister, como uma opção menos realista e mais surreal. 

Neste post, vou falar sobre os três K-Dramas que entraram na seleção do mês, compartilhando minhas primeiras impressões sobre a nova estreia. Vem comigo?

My Mister

Após hesitar um pouco, o K-Drama My Mister (나의 아저씨) finalmente saiu da minha lista de clássicos. Com 16 episódios, a série coreana foi ao ar entre 21 de março e 17 de maio de 2018 pela tvN. O encontro de Park Dong-Hoon (Lee Sun-Kyun) com Lee Ji-An (IU) provoca reflexões profundas sobre a forma como vivemos e nos perdemos na vida, enquanto tentamos seguir o fluxo. E essa densidade foi um dos motivos que me fez protelar antes de dar o play.

Depois de ver Goblin em julho e Descendants of the Sun em agosto, eu me senti motivada a dar uma chance para My Mister. Afinal, ouvi falar tanto na série. Sem contar que a IU faz parte do elenco. Já vi o intenso Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo e também aprendi muito com as lições de Hotel Del Luna. Estava mais do que na hora de passar My Mister para a lista de K-Dramas assistidos.

Vale a pena?

Como a maior parte das séries, é preciso mais de um episódio para engajar. Mas não demora muito até que isso aconteça. Park Dong-Hoon é um engenheiro estrutural com seus 40 e poucos anos e que se sente, de certa forma, desmotivado com a vida. Lee Ji-An é uma funcionária temporária que, apesar de ter apenas 21 anos, já passou por situações bem difíceis envolvendo morte, violência e dívidas.

O protagonismo de Dong-Hoon e Ji-An é dividido com outros personagens interessantes, como os inseparáveis irmãos do Dong-Hoon — Sang-Hoon (Park Ho-San) e Gi-Hoon (Song Sae-Byeok) — ou um dos agiotas que vive na cola de Ji-An — Lee Gwang-Il (Jang Ki-Yong). Aliás, conheci o ator em Search: WWW e preciso dizer que ele está irreconhecível em dois papéis tão distintos.

My Mister tem duas frases marcantes — 아무것도 아니야 e 파이팅 — ambas utilizadas para animar em momentos difíceis. Toda a trama se desenrola em um processo de cura, não apenas para os protagonistas, mas também para as pessoas ao redor dos dois. Em algum momento, cada um tem a sua chance de seguir em frente de um jeito ou de outro. 

O roteiro é realista, profundo e comovente ao nos ensinar sobre a vida e sobre como todos nós estamos aqui tentando aprender a viver: “A vida é uma batalha entre forças internas e externas. Enquanto você tiver força interna, tudo ficará bem”.

É um K-Drama difícil de assistir. Definitivamente, não é para todos. Porém, quem decidir seguir em frente e dar o play em My Mister, passará por uma experiência intensa, emocionante e reflexiva, que deixará memórias por um bom tempo (e algumas lágrimas no meio do caminho). 

Strong Woman Do Bong Soon

“힘을 내 슈퍼 파워 걸 / 더 이상 망설이지 마…” Reconhece a letra? Sempre que eu ouço, logo me lembro da cena dos estudantes e discípulos da noonin Do Bong Soon (Park Bo-Young). Pois esse é um dos trechos mais marcantes do tema de abertura do K-Drama Strong Woman do Bong Soon (힘쎈여자 도봉순), que foi ao ar entre 24 de fevereiro e 15 de abril de 2017 pela JTBC. Com 16 episódios, a série tem um roteiro bem surreal. 

Começa com a força sobrenatural da Bong Soon, repassada entre as gerações de mulheres da sua família. Isso desperta na protagonista o sonho de criar um jogo inspirado em seu poder, em um universo onde ela pode usar e abusar da força para ajudar as pessoas sem se preocupar com julgamentos por ser diferente. 

Strong Woman do Bong Soon é uma das séries coreanas que já estava na minha lista há algum tempo. Pelo foco na comédia, mesmo que forçada em muitos momentos, e em uma narrativa bem caricata e fora da realidade, escolhi acompanhar agora para equilibrar com toda a tensão da abordagem de My Mister. 

Vale a pena?

Os primeiros episódios de Strong Woman do Bong Soon são bem forçados, tanto na parte cômica quanto na forma como os personagens interagem. Esse formato segue o roteiro até o fim, mas eu realmente queria algo surreal para amenizar a carga emocional de My Mister.

Um dos maiores motivos para não desistir da série, por mais absurda que seja, é o CEO An Min-Hyuk (Park Hyung Sik). Seu personagem é dos mais fofos que eu já vi na minha longa lista de K-Dramas. É quase impossível não se apaixonar e torcer para que ele conquiste o coração da Bong Soon. Não sei quantas vezes ele me fez suspirar e repetir 귀엽다 a cada reação quando via a Bong Bong. Min Min ❤ 

Já o policial In Guk Doo (Ji Soo) requer paciência, tão diferente do Wang Jung em Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo. Seu namoro com a Jo Hee-Ji (Seol In-A), seu interesse na Bong Soon e seu papel na polícia não convencem. 

Polícia? Pois ela é quase inexistente ao tentar resolver o mistério por trás de uma série de sequestros. Mesmo que não seja o foco da série, um pouco inteligência policial é vital para enriquecer o roteiro, né? Outro ponto negativo é a inserção de cenas fora de contexto — protagonizadas pelos membros da gangue e pelo monge. Alguém pode me explicar como o monge agrega ao roteiro? @.@”

Strong Woman do Bong Soon é uma série para acompanhar com a mente aberta. É absurda, porém divertida. Vale para quem gosta do Park Hyung Sik e para quem não se importa com uma comédia mais forçada, mas que, mesmo forçada, faz rir. E coincidentemente, terminei o K-Drama no mesmo mês em que um novo spin-off de Strong Woman Nam Soon começou na JTBC. Eu realmente não sabia, good timing! xD

A Good Day To Be A Dog

A Good Day To Be a Dog (오늘도 사랑스럽개) é o K-Drama que escolhi acompanhar em tempo real com as transmissões na Coreia do Sul. A série é baseada no webcomic de Lee Hye e começou a ser exibida pela MBC no dia 11 de outubro. Mesmo com 14 episódios, um pouco abaixo do padrão, seu final deve demorar mais a chegar do que se esperava. 

Geralmente, as produções coreanas liberam dois episódios por semana. No caso de A Good Day To Be a Dog, esse número foi reduzido pela metade. Ou seja, apenas um por semana. Além disso, o 4º episódio chegou uma semana depois por causa da transmissão de um jogo de baseball. Como já comecei a acompanhar, resolvi seguir até o fim, mesmo que a série termine somente no ano que vem. 

O roteiro não é tão atrativo, é quase tão fantasioso quanto Strong Woman do Bong Soon, mas menos forçado, pelo menos até agora. É um rom-com envolvendo uma maldição que transforma a protagonista Han Hae-Na (Park Gyu-Young) em um cachorro quando ela beija alguém. Por que decidi ver? Acho que posso dizer que o principal motivo é o Cha Eun-Woo. Tenho como meta acompanhar todos os K-Dramas com ele. E, dessa vez, o ator/idol assume um papel mais maduro como professor, o que me deixou curiosa.

No momento em que escrevo este post, apenas quatro episódios estão disponíveis. No início, eu me senti um pouco entediada, mas sei que algumas produções precisam de tempo para nos conquistar ou nos afastar de vez. 

Gradualmente, a história de A Good Day To Be a Dog está começando se avançar, até adicionando um certo toque de mistério que pode ter ligação com vidas passadas. Ao menos, agora estou curiosa para saber o que vem por aí.

* * *

Queria ter acompanhado pelo menos mais um K-Drama, mas dentro das minhas 24 horas de cada dia My Mister, Strong Woman Do Bong Soon e A Good Day To Be a Dog foram meu limite. Além do trabalho, comecei a estudar e fiquei com menos horas livres. Seja como for, estou satisfeita por conseguir dar sequência à série que comecei em abril deste ano. Espero que você também esteja gostando de acompanhar. Ah! E já deixo My Mister como maior recomendação do trio.

Quer indicação de músicas também? Confira a seleção de lançamentos no K-Pop que acompanhei em outubro!

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