K-Drama

K-Dramas no #NoRadar: seleção de setembro

Em setembro, finalizei o K-Drama My Lovely Liar e trouxe aqui minhas impressões atualizadas sobre a série após acompanhar seus 16 episódios. Além dela, inclui duas séries coreanas que estavam na minha lista: Island (2022) e I am Not a Robot (2018). A primeira tendo Cha Eun-Woo no elenco como principal motivação para começar. E a segunda veio como uma opção mais leve para amenizar as outras escolhas. A seleção do mês ficou assim:

Então, além de falar sobre os K-Dramas que já estavam na minha lista, também acompanhei A Time Called You, que estreou na Netflix em setembro, seguindo os mesmos passos de Celebrity (12 episódios lançados de uma só vez). Vem comigo?

Island

O K-Drama Island (아일랜드) entrou na minha lista assim que Cha Eun-Woo confirmou sua participação. Porém, quando eu soube que a série seria dividida em duas temporadas, com seis episódios cada, resolvi esperar para maratonar tudo de uma vez só. Desde então, eu estava em uma vibe mais tranquila, sem muita vontade de ver uma trama com fantasia. O tempo passou até que chegou, enfim, o momento de dar o play.

Island é uma série coreana da TVING, uma plataforma de streaming da CJ E&M (que também transmitiu Yumi’s Cells). A primeira metade foi ao ar entre 30 de dezembro de 2022 e 13 de janeiro de 2023, enquanto os episódios restantes foram liberados a partir do dia 24 de fevereiro até 10 de março. A história é baseada em um webcomic de 2016 — escrito por Yoon In-Wan e ilustrado por Yang Kyung-II.

Embora o primeiro motivo para acompanhar Island tenha sido o Cha Eun-Woo, Van (Kim Nam-Gil) e Won Mi-Ho (Lee Da-Hee) roubaram a cena. Gosto mais da personagem Cha Hyun de Search: WWW, mas, sempre que ela aparecia ao lado do Van, amenizava qualquer tensão em meio à luta contra os demônios da luxúria. E isso me fez querer ver mais os dois do que o Padre Johan (personagem do Cha Eun-Woo).

Vale a pena?

Os primeiros episódios de Island seguem um ritmo bem lento e, se você não tiver um motivo como o meu, a chance de desistir da série é grande. Quando toda contextualização passa, aí o roteiro engrena. A história desperta a curiosidade conforme revela os mistérios que cercam a ilha de Jeju, mas sinto que faltou executar a ideia um pouco melhor. Sem contar o excesso de CG, que não tem lá os melhores efeitos, e a própria edição de algumas cenas.

Mi-Ho é uma protagonista sem força que só brilha por causa da atuação de Nam-Gil e da charmosa personalidade de seu personagem. Johan é divertido e apresenta um novo lado do Cha Eun-Woo (pelo menos para mim que só conhecia o Lee Su-Ho de True Beauty e  o Do Kyun-Seok de Gangnam Beauty). Suas cenas de luta são um plus para acompanhar.

Antes de começar o último episódio de Island, uma série de perguntas passou pela minha cabeça. Como Johan conseguiu seus poderes? Afinal, o que é esse “baek”? Qual a intenção do culto que deu origem a tudo? Senti que o final foi um pouco rushado e deixou muitas questões em aberto. Será proposital para uma próxima temporada? Enfim, vale incluir Island na sua lista como um passatempo, mas aconselho não criar muita expectativa.

I am Not a Robot

Como a história de Island segue uma trilha mais obscura, procurei um K-Drama mais leve para equilibrar. Foi assim que cheguei até I’m Not a Robot (로봇이 아니야). A série da MBC foi ao ar entre 6 de dezembro de 2017 e 25 de janeiro de 2018, com 32 episódios (média de 30 minutos para cada um). 

Um dos motivos para acompanhar a série foi a busca pelo equilíbrio por algo mais leve para balancear com Island e até mesmo My Lovely Liar, que tem um ar de mistério além do romance. Mas também tive outra razão. Gosto quando o roteiro inclui a tecnologia como pano de fundo, como em My Holo Love e Memories of Alhambra (recomendo a segunda principalmente).

Vale a pena?

Os primeiros episódios não animam muito, pois tudo parece meio confuso. A forma como a equipe Santa Maria facilmente engana o Kim Min-Kyu (Yoo Seung-Ho) ao substituir a robô Aji 3 por Jo Ji-A (Chae Soo-Bin), a humana que serviu de modelo, é quase surreal. Mas se você pensar que é uma série e que ele passou 15 anos no isolamento, talvez faça um pouco (bem pouco) de sentido. 

Deixando esse início de lado, I’m Not a Robot melhora conforme a cada episódio. A confusão inicial dá lugar a um quentinho no coração, principalmente quando Min-Kyu e Ji-A entram em cena. Entre sorrisos e lágrimas, a série destaca a natureza humana, como laços são criados e a confiança como base de qualquer relacionamento, além de mostrar como a companhia de outra pessoa pode ser a cura para alguém. 

Todo o fluxo da história se desenvolve naturalmente, a passos lentos, mas sem enrolação. A química entre Min-Kyu e Ji-A é apenas um dos elementos que desperta a vontade de acompanhar I’m Not a Robot até o fim. Tem muitos outros, como a amizade e lealdade entre os membros da equipe Santa Maria, o olhar atento e cuidadoso do Doctor Oh (Eom Hyo-Seop) e do Mordomo Sung (Kim Ha-Kyun), a conduta inabalável do Jo Jin-Bae (Seo Dong-Won), a divertida Sun-Hye (Le Min-Ji) e a esperta Jo Dong-Hyun (Lee Han-Seo).

O final de I’m Not a Robot é satisfatório, mas deixa alguns mistérios no ar. Nada que precise ser solucionado, não fosse a curiosidade para descobrir a identidade da Madame X ou o rosto da nova geração de andróides, por exemplo. Se eu pudesse mudar algo, deixaria de fora a parte militar, mas entendo por que foi adicionada. 

A Time Called You

Algumas temáticas sempre têm prioridade entre as séries que escolho acompanhar. Uma delas é a viagem no tempo — narrativa que guia todos os acontecimentos no K-Drama A Time Called You (너의 시간 속으로). A produção chegou à Netflix no dia 8 de setembro, com seus 12 episódios liberados de uma só vez, assim como Celebrity. 

Depois de ler a sinopse e ver o trailer, já acrescentei na minha lista para acompanhar no dia do lançamento. Até então, Dark (de vez em quando vejo uma ou outra produção fora do eixo Japão – Coreia do Sul – China) foi a última série sobre viagem no tempo que eu maratonei. A Time Called You é uma adaptação coreana da série taiwanesa Someday or One Day, de 2019, mas eu ainda não vi.

Além de retratar a viagem no tempo entre os anos 1998 e 2023, o plot também mostra um amor destinado a acontecer. Afinal, a conexão entre Nam Si-Heon (Ahn Hyo-Seop) e Han Jun-Hee (Jeon Yeo-Bin) só pode ser coisa de almas gêmeas. Eu já gostava do Hyo-Seop depois de ver Business Proposal e agora admiro ainda mais. ❤

Vale a pena?

Difícil encontrar as palavras certas para definir a experiência após acompanhar todos os episódios de A Time Called You. Lembra um pouco Dark com elementos de Twenty-Five, Twenty-One. A história é complexa, imprevisível e cheia de reviravoltas inesperadas, além do toque retrô dos anos 90. 

O início é um pouco confuso, como todo plot sobre viagem no tempo (mais ainda pelos mesmos rostos com nomes diferentes dependendo da timeline). Quando você pensa que está começando a entender o fluxo, as coisas ficam confusas mais uma vez. Faz parte da experiência de instigar e despertar a nossa curiosidade.

Não senti muita conexão com a atriz que interpreta a Han Jun-Hee (presente) e a Kwon Min-Ju (passado), mas reconheço que ela fez um trabalho excepcional. As duas personagens tinham personalidades completamente opostas, o que faz você torcer por uma e se chatear um pouco com a outra. Porém, foi muito fácil distinguir entre as duas, mesmo sendo a mesma atriz.

Sou suspeita de falar sobre o Ahn In Syeop, já que ele me conquistou em Business Proposal como o CEO Kang Tae-Moo. E essa admiração cresceu com o Nam Si-Heon, o Koo Yeon-Jun, sua dedicação para ficar ao lado da Jun-Hee e a forma como ele a reconhece só de olhar para ela. Kang Hoon também se saiu bem como Jung-In-Gyu.

Dá vontade de maratonar tudo de uma vez. Eu precisei me segurar para seguir o cronograma, enquanto via outras séries coreanas e animes.  A Time Called You termina bem apesar dos elementos trágicos, das memórias perdidas e de todas as idas e vindas. Algumas questões ficam no ar e deixam espaço para um review à parte. (Quem sabe?) É o tipo de K-Drama que fica com você mesmo depois que acaba. Recomendo! ˆ-ˆv

Bônus: My Lovely Liar

Cena do K-Drama My Lovely Liar com Do-Ha e Sol-Hee

O K-Drama My Lovely Liar (소용없어 거짓말) entrou na seleção de agosto. Entre as séries coreanas que acompanhei neste mês, talvez essa tenha sido a minha preferida. O roteiro consegue equilibrar bem doses de romance, mistério e suspense, além de contar com personagens carismáticos. Meu trio favorito inclui Kim Do-Ha (Hwang Min-Hyun), Lee Gang-Min (Seo Ji-Hoon) e Baek Chi-Hoon (Ha Jong-Woo). 

Comecei a acompanhar pela história, já que foge um pouco do que vi nas últimas séries da minha lista. Cada novo episódio transformou minhas segundas e terças em dias mais completos, pois a hora de ver My Lovely Liar representava o momento para relaxar após um dia de trabalho e estudos. 

Além do meu trio favorito, o elenco também traz Mok Sol-Hee (Kim So-Hyun). Não gostei tanto da personagem Kim Jo-Jo em Love Alarm, enquanto a participação de Kim Sun em Goblin foi apenas um cameo. Em My Lovely Liar, é diferente. Sol-Hee é divertida, do seu modo, e ainda tem uma boa química com Do-Ha. A conexão (e “rivalidade”) deles com o futebol é um grande plus. 

Sem contar o papel que a protagonista desempenha na reabilitação do Do-Ha, primeiro acreditando nele apenas por querer acreditar e, mais tarde, usando seus poderes. 

Vale a pena?

Diante do mistério sobre a morte da namorada de Do-Ha cinco anos atrás, algumas teorias surgiram. Uma delas é de que a idol Syaon (Lee Si-Woo) e Choi Eom-Ji (Song Ji-Hyun) seriam a mesma pessoa. Reparou como elas são parecidas? Não apenas pela aparência, mas também pelo comportamento obsessivo em relação ao Do-Ha. Na reta final, o mistério é revelado. E eu confesso que o culpado não me causou tanta surpresa. 

O ponto alto de My Lovely Liar é mostrar como a vida de uma pessoa pode mudar de forma drástica diante de alguma situação. Do-Ha era um aluno popular e parecia ter um futuro promissor até o dia da morte de sua namorada, que o levou a se esconder do mundo. Já Sol-Hee se torna extremamente dependente de seus poderes, o que a deixa bem insegura no momento em que ela não consegue discernir verdades de mentiras. 

No final, o maior aprendizado de My Lovely Liar é, seja qual for a situação em que você esteja, siga o seu coração. Alegrias e tristezas fazem parte da vida e nos ajudam a crescer, enquanto tentamos seguir em frente.

* * *

Além de finalizar My Lovely Liar e maratonar A Time Called You, dois K-Dramas novos, consegui riscar duas produções da minha lista. Island estava apenas esperando a liberação da segunda parte no início do ano, mas acabei adiando. Já I am Not a Robot era uma das opções levinhas, que veio para amenizar o suspense de My Lovely Liar, a complexidade de A Time Called You e o universo fantasioso de Island. No fim, as quatro séries coreanas criaram um bom equilíbrio.

Se você também gosta de animes, recomendo conferir a seleção de setembro com as últimas obras que acompanhei.

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