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Sailor Moon é e sempre será uma referência entre os mangás mahou shoujo

Usagi como Sailor Moon em ilustração do mangá Sailor Moon

Tudo começou com uma lista de recomendações de mangás clássicos para quem quer mergulhar nesse universo ou relembrar obras inesquecíveis. Depois de passar pela Era Meiji com Rurouni Kenshin, chegou a hora de falar de uma das maiores referências do gênero mahou shoujo. Sailor Moon também faz parte da minha seleção de xodós quando o assunto é quadrinhos japoneses e animes. Aliás, estou bem ansiosa para ver os filmes mais recentes com o remake próximo do mangá. E você? Enquanto isso, vou compartilhar detalhes da obra e motivos para você ler. Pelo poder do prisma lunar, continue a leitura comigo!

O que você precisa saber sobre Sailor Moon?

Outer e Inner Senshi em ilustração do mangá Sailor Moon

Um dos mais famosos mangás de todos os tempos, Sailor Moon foi inspirado em “Codename: Sailor V” — trabalho anterior de Naoko Takeuchi — e lançado pela editora Kodansha na revista mensal Nakayoshi entre os anos de 1991 a 1997. No Japão, a obra teve três edições de colecionadores:

  • Tankōbon: versão padrão com 18 volumes;
  • Shinsōban ou “Deluxe”: dividido em 12 volumes, o mangá passou a se chamar “Pretty Guardian Sailor Moon”, ganhou nova arte de capa, revisão de diálogos e ilustrações, além da inclusão de personagens do live-action;
  • Kanzenban ou “Perfeita”: com 10 volumes, a edição veio para comemorar os 20 anos do mangá e passou por uma remasterização, incluindo páginas coloridas.

No Brasil, o mangá Sailor Moon foi licenciado pela editora JBC em 2014 com 12 volumes. Para quem gosta de colecionar, as publicações brasileiras estão divididas em dois box. O primeiro inclui os volumes 1 ao 6, enquanto o segundo traz os volumes 7 ao 12.

Resumo

O mangá Bishoujo Senshi Sailor Moon apresenta Tsukino Usagi, uma estudante de 14 anos que vê a sua vida se transformar ao descobrir a sua identidade como Sailor Moon. Com os seus poderes, ela deve reunir as outras guerreiras — a inteligente Sailor Mercury (Ami), a sensitiva Sailor Mars (Rei), a imbatível Sailor Júpiter (Makoto) e a enérgica Sailor Vênus (Minako) — para proteger a terra das forças do mal. Enquanto se acostuma ao novo mundo que se forma ao seu redor, Usagi também conhece o misterioso Tuxedo Kamen (Chiba Mamoru).

Por que ler o mangá Sailor Moon?

Pelo poder do prisma lunar! Tanto o mangá quanto o anime de Sailor Moon contribuíram para popularizar o gênero shoujo. Para quem não sabe, ele é adotado em produções geralmente direcionadas para o público feminino mais jovem. Com o sucesso de Cavaleiros do Zodíaco na TV, o anime acabou chegando antes do mangá aqui no Brasil e seguiu a mesma trilha, influenciando obras e pessoas até hoje — com o remake da animação mais fiel ao mangá em 2014 e os dois filmes que saíram neste ano. 

E assim como muita gente lembra com saudosismo, posso dizer que Sailor Moon também fez parte da minha infância. Tenho uma vaga lembrança de ficar acordada até tarde para ver Sailor Moon e Sakura, mesmo tendo aula no dia seguinte. Também lembro de gravar muitos animes em VHS com dois vídeos, um ao lado do outro. Eu tinha quase que uma locadora particular em casa. Acredita? Imagino (e espero) que eu não tenha sido a única. Ainda bem que tudo ficou mais acessível hoje, né?

Para fechar o baú das memórias, lembro de ter conseguido um endereço da Naoko Takeuchi (não sei como, nem se era real) e escrevi uma carta para ela em inglês, já que eu não sabia japonês. Fiz vários desenhos de novas guerreiras e ideias, pedindo a continuação de Sailor Moon, e enviei junto. Quando a gente é pequeno, os sonhos parecem não ter limites, não é? Eu não esperava uma resposta, mas na época queria muito que ela recebesse a minha carta.

O mangá é dividido em cinco arcos com novos inimigos em cada um:

  • Sailor Moon Classic: Dark Kingdom (rainha Beryl e Metaria);
  • Sailor Moon R: Black Moon (Wiseman);
  • Sailor Moon S: Death Busters (Pharaoh 90);
  • Sailor Moon Super S: Dead Moon (Rainha Neherenia);
  • Sailor Moon Stars: Sombra Galáctica (Sailor Galáxia e Chaos). 

Nos primeiros volumes, acompanhamos a amizade que começa a se desenvolver entre as guerreiras lunares. Além disso, descobrimos mais sobre o passado delas no Milênio de Prata e o relacionamento entre a princesa da lua Serenity e o princípe da terra Endymion. Conforme as edições vão passando, vemos a evolução das estudantes como guerreiras e as batalhas contra os inimigos que surgem.

Tudo o que acontece em Sailor Moon vem de dois pilares: o amor e a amizade. O amor incondicional de Usagi e Mamoru e a amizade inabalável de Usagi com as amigas e também guardiãs. É um mangá que traz nostalgia para mim e para quem acompanhou, além de ser o precursor para as novas histórias sobre guerreiras mágicas que vieram depois. Em meio a sutilezas, romance e alguns toques cômicos, o enredo pode ser bem denso, principalmente no mangá.

Sailor Moon Crystal

Por falar nisso, em comemoração aos 20 anos da franquia, em 2014, Sailor Moon voltou às telas com uma versão animada bem mais fiel ao mangá em vários sentidos — enredo, ritmo e traços do desenho. Sailor Moon Crystal uniu os três primeiros arcos em 39 episódios, ou seja, a batalha contra a rainha Beryl e a rainha Metaria, Wiseman e o clã Black Moon e, por fim, os Death Busters (Kaolinite, Witches 5, Mistress 9, Professor Tomoe e Pharaoh 90). Também revimos a Sailor Netuno (Michiru), Sailor Urano (Haruka), Sailor Plutão (Setsuna), Sailor Saturno (Hotaru) e a Sailor Chibi Moon (Small Lady).

Sailor Moon Eternal

O próximo arco, Sailor Moon Super S, também ganha um remake (um pouco mais demorado). Ao invés de novos episódios, Dead Moon e a rainha Neherenia voltam às telas em dois filmes com lançamento em 2021. A primeira parte de Sailor Moon Eternal saiu no dia 8 de janeiro, enquanto a segunda chegou quase um mês depois, em 11 de fevereiro.

Assim como Rurouni Kenshin, Sailor Moon não é um mangá recente, mas segue sendo referência para o gênero mahou shoujo. Mesmo tendo sido lançado há alguns anos, recentemente passou por adaptações, aproximando a história do anime à obra tanto em Sailor Moon Crystal quanto em Sailor Moon Eternal. O original é mais denso, intenso e emotivo do que a primeira adaptação para as telas. Foi legal acompanhar o mangá adaptado de uma forma mais fiel para a TV (leia-se computador, tablet e celular). Se você gosta de uma dose de magia, enredo cativante e personagens cheios de carisma, não deixe de ler.  

Quer mais dicas de review? O anime Violet Evergarden não tem nada de mágico, mas mexe com os sentimentos. Boa leitura!

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