De todas as praias de Imbituba, a do Rosa é a mais conhecida e também a com melhor infraestrutura da cidade, tanto em território nacional como em terras internacionais. Mas a cidade tem outras praias: Praia do Luz, Barra de Ibiraquera, Ribanceira, D’Água, Porto, Vila e Itabirubá. Se você estiver de carro, dá para conhecer tudo em um dia, com paradas rápidas para fotos. Então vem conhecer comigo mais um pouco da cidade e suas praias.

Localizada entre Garopaba e Laguna, a 90 quilômetros de Florianópolis, sentido sul de Santa Catarina, a cidade de Imbituba conta com pouco mais de 40 mil habitantes (IBGE 2010). De origem indígena, o nome vem de uma planta chamada Imbé. É um tipo de cipó encontrado em grande quantidade na região.
Imbituba carrega o título de Capital Nacional da Baleia Franca. Dizem que lá é um dos melhores lugares para observar a chegada dos ilustres visitantes durante os meses de junho a novembro.
Embora a cidade seja mais famosa pelo nome de uma de suas praias, a Praia do Rosa, é lá que fica um dos maiores portos de Santa Catarina. E descendo um pouco mais o mapa, você vai encontrar outras faixas de areia para se aventurar, principalmente com windsurf e kitesurf. Vamos lá?

A primeira parada do nosso roteiro de viagem é pelas areias da Praia do Luz e da Barra de Ibiraquera, lado a lado. Chegamos lá seguindo indicação dos anfitriões da pousada onde nos hospedamos.
Você já reparou no mapa do litoral catarinense que algumas cidades são geograficamente cortadas por rios ou lagoas? Imbituba é uma delas. Então, normalmente para sair do Rosa e cruzar a Barra, o trajeto é por fora, contornando a Lagoa de Ibiraquera ou passando no meio dela até chegar na SC-434 e, depois na BR-101 para seguir viagem.
Dependendo das condições climáticas, há um caminho de areia na própria praia da Barra, onde a lagoa e o mar se encontram. Isso não é indicado pelo GPS, nem Google Maps, nem Waze, nem nada.
“Tem uma característica bem diferente: ao menos uma vez por ano, a água do mar se encontra com a água doce da Lagoa de Ibiraquera, dando orgiem a um fenômeno belíssimo da natureza”. (Portal Municipal de Turismo de Imbituba)
Pelo que os anfitriões da pousada falaram, os carros podem passar por ali quando esse encontro não acontece. No lugar das águas, uma faixa de areia forma um caminho ligando as duas partes da Praia da Barra de Ibiraquera. E a travessia se torna possível por ali.
A estrada (Estrada Geral da Barra) que leva a essa área é levemente acidentada, com terra batida, além de pedras e algumas crateras ao longo do trajeto. Os anfitriões chamaram de ‘caminho do vale’. Com atenção, é suave passar até para um carro 1.0. Experiência própria. 😉
Apesar dos percalços, a paisagem compensa. Então se o trecho estiver liberado para a passagem dos carros, não deixe de conhecer.
Praia da Barra de Ibiraquera
Vamos falar de praia? A 9 quilômetros do centro de Imbituba, a Praia da Barra de Ibiraquera é considerada uma das melhores, se não a melhor, para a prática de windsurf. Isso sem contar o visual que une dunas e o encontro da lagoa com o mar, onde atravessamos.
A Barra me lembrou muito a Ferrugem pela larga faixa de areia até chegar na beira da praia. De ponta a ponta, a praia tem 6 quilômetros de extensão. Tem muitas pedras no meio do mar, dando aquele visual bonito e mais rústico, além da vista para a Ilha da Batuta. Depois da Praia do Rosa, foi a que eu mais gostei (será pela semelhança com a Ferrugem?).
Praia do Luz
Bem ao lado da Barra, caminhando pela larga faixa de areia e depois de passar por algumas pedras, já é a Praia do Luz. Inclusive, a chegada até lá é uma das trilhas mais recomendadas pelos trilheiros e viajantes com mais tempo disponível no roteiro. Nós fomos de carro por acaso, mas se você quiser se aventurar, o início do percurso é no topo da Rua Caminho do Rei, com cerca de 2,5 quilômetros.
E por falar em trilha, no final da Praia do Luz tem um caminho que leva até Portinho, uma pequena vila de pescadores, ao lado da Praia do Rosa, com direito a lindos mirantes pelo percurso.
Praia da Ribanceira
Diferente das praias, anteriores, a Praia da Ribanceira é mais pacata, quase bucólica. Acho que o clima de calmaria ganhou ainda mais força no dia que visitamos. Céu nublado, com um pouco de neblina até e aquela carinha de chuva. Tinha apenas um surfista no mar, embora seja considerada um lugar de boas ondas.
Uma das características que mais chama a atenção por lá é a estreita faixa de areia sempre úmida devido às nascentes próximas. A praia tem só 50 metros de extensão e marca o início da trilha por costões, deques e a Praia dos Amores, uma pequena vila de pescadores.
Praia d’Água
Como a beira mar não vai necessariamente costeando Imbituba por todo o caminho, a próxima praia acabou ficando de fora do roteiro. É a Praia D’Água. Vou ficar devendo fotos por aqui, já que o acesso é por trilhas a partir das praias vizinhas. Eu não vi nenhuma indicação pelo caminho de como chegar até lá, então seguimos adiante.
Uma curiosidade! A praia recebe esse nome por causa das nascentes de água que saem dos morros ao redor. Além disso, o canto norte reserva uma fonte de água limpa para os seus visitantes.
Praia do Porto

A próxima praia é a do Porto. Não paramos por lá, apenas passamos de carro e vimos de longe. Parece uma praia bem industrial, com vários navios de carga, guindastes e molhes. É também onde fica o Porto de Imbituba. De lá, é possível observar os navios que chegam e saem.
Antigamente, na década de 70, a área era utilizada para a pesca de baleias. Mas isso é passado (ainda bem!). Hoje, a Praia do Porto desempenha o papel oposto, é um local de preservação das baleias.
Praia da Vila
Até aqui, dirigimos por uma rodovia, mais afastada da parte urbana. O coração da cidade de Imbituba começa a aparecer mesmo a partir da próxima parada: a Praia da Vila. Não é por acaso que é uma das mais estruturadas e também uma das mais famosas. A praia foi palco do Campeonato Mundial de Surfe (WCT) durante oito anos.
Logo no início, a gente já vê um enorme deque de madeira que nos guia até a praia. Tem vista para as ilhas Santana de Dentro e Santana de Fora, além de uma imensa faixa de areia. Tinha famílias, esportistas e adolescentes andando de bike por lá, além de uma estátua de baleias francas.
A última parada do roteiro de viagem seria em Itabirubá. Não fomos adiante, nem subimos o Morro das Antenas (Imbituba também tem um), porque o tempo estava muito encoberto, indicando que a chuva poderia chegar a qualquer momento.
Nós também não gostamos muito da vibe da cidade. O que Garopaba tem de aconchego, Imbituba nos pareceu muito vazia e pouco convidativa, sabe? Nossos lugares preferidos foram a Praia do Rosa (um lugar totalmente à parte) e a Barra de Ibiraquera.