Onde ficar em Bruxelles? Nem todas as atrações são tão próximas, mas as principais se concentram na área central da cidade. Um pouco além estão o Parc du Cinquantenaire e o Parlamentarium e, mais afastados dali, o Atomium e o Mini-Europe. Sem contar as inúmeras opções de museus, como o dos Quadrinhos e o dos Instrumentos Musicais, para citar alguns dos que eu gostaria de ter visitado. Um dia em Bruxelles realmente é pouco para tanta coisa legal que tem para ver. Então qual a melhor região para abraçar o máximo com apenas um dia livre? Seguindo os critérios de praticidade e conforto, escolhi ficar no centro, perto de uma estação de metrô e perto também daquele que considero o point da cidade: o Grand Place.

Depois de muita pesquisa e muitos reviews, eu me hospedei no Hotel Floris Arlequin, pela Decolar.com. Dessa vez, com café da manhã incluso na diária para chegar no meu próximo destino pronta para explorar. A hospedagem é super bem localizado e fica em uma das charmosas ruelas no centro de Bruxelles, a 5 minutos de caminhada do Grand Place, perto da estação De Brouckere. Também é pertinho das estátuas Manneken-Pis e Jeanneke-Pis. Dava para fazer tudo a pé tranquilamente, tudo no centro, claro.
Foi o primeiro lugar do roteiro em que consegui fazer check-in antecipado. E o mais legal na Europa é que você não precisa pedir nada. Na hora que você chega no balcão para deixar a bagagem, o recepcionista já fala que vai checar se o seu quarto está pronto para te receber. E se estiver, você já faz o check-in. Ah! Um detalhe meio chato, mas que se repete em todas as cidades é a taxa municipal. Por mais que você vá com a reserva já paga, que foi o meu caso, essa taxa não está inclusa. Cada cidade tem a sua, o valor final depende do número de diárias. Em Bruxelles, a taxa era de €4,24. Você pode pagar no check-in ou no check-out. O mais comum é no check-out, mas eu sempre pedia para deixar tudo acertado na hora de entrar no hotel para passear sem pendências.
O quarto é bem amplo e me lembrou muito uma cabana. É aconchegante e confortável, mas com vista para outros prédios, sem o glamour dos canais de Amsterdam. Ele é todo de madeira por dentro, com uma escada separando os dois ambientes – uma cama de solteiro no andar de baixo, mais o banheiro, e uma cama de casal na parte superior. O hotel tem elevador e o café da manhã é servido no terraço, com vista parcial para o Grand Place. Não consegui aproveitar tanto, porque o meu trem para Paris saía cedo no dia seguinte. Quando subi, o céu ainda estava escuro.
A áreal central é bem comercial, com muitas lojinhas na volta e balcões com os famosos waffles belgas super recheados, de encher os olhos. Tem até um lugar só com óleos e azeite de oliva de todos os tipos. Acabei não entrando por falta de tempo, mas parecia muito legal. O Natal predominava por ali, com prédios enfeitados e luzes pelas principais ruelinhas. Como fiquei só um dia, não entrei em mercados, então não sei se tinha algum por perto. Jantei em um lugar tradicional, onde pude provar as batatas-fritas belgas e também o waffle.
Em uma escala de 1 a 5, sendo 5 a maior nota, eu daria 4 para o hotel. A localização é privilegiada, o quarto é espaçoso e parece uma cabaninha, mas quase perdi o trem para Paris por causa de um casal que queria trocar de quarto e não deixava os outros hóspedes livres para fazer o check-out. Isso aconteceu comigo e com mais dois grupos. Pela localização, recomendo o hotel e voltaria a me hospedar por lá.