O que comer em Asmterdam? Viajar também é experimentar novos sabores, pratos típicos e buscar coisas tradicionais dos lugares que visitamos. Como minha passagem pelas cidades foi relativamente rápida, não consegui levar isso tão à risca como eu queria, mas tentei provar uma coisinha ou outra por onde passei. Em Amsterdam, optei por comprar pratos prontos na rede de mercados Albert Heijn e comer pelo B&B mesmo, sem regras ou horários, quando quisesse. Achei muito prático! Encontrei potinhos de saladas, frutas e muitas opções vegetarianas. Algumas vinham até com garfinho para facilitar a vida dos viajantes.
Além do mercado holandês, passei em dois lugares que quero compartilhar aqui com vocês e recomendo para quem estiver pela cidade. O primeiro deles foi uma visita ao Museu do Queijo. Sei que não é bem um lugar para comer, mas a loja oferece degustação de vários tipos de queijos, então achei válido incluir. Acho que nunca vi e nunca provei tantos queijos diferentes de uma vez só. Como boa mineira, este foi um dos meus lugares preferidos de Amsterdam, claro. E quem gosta tanto de queijo quanto eu, também vai gostar. Tinha queijo azul, vermelho e verde. Queijo com gosto de cerveja, queijo defumado, queijo com temperos ou ervas. Eu particularmente não gosto de cerveja, mas achei uma opção criativa de presente para quem gosta. Queijo trufado, considerado uma iguaria na Holanda. Queijos com diferentes tipos de maturação, dos mais envelhecidos aos mais jovens.
Aliás, dizem que o país é o maior exportador de queijos do mundo. O queijo Gouda representa cerca de 60% da produção. Ah! Uma curiosidade. A brasileira que me atendeu lá me explicou que o Gouda é um queijo legitimamente holandês e que, por falta de patente, muitas marcas lançaram queijos pelo mundo afora usando o nome Gouda. Ela disse que o legítimo você só encontra lá. Legal, né? E é muito bom! Ele é mais duro que outros queijos, com uma casca amarelada e sabor levemente adocicado.
Provei muitos queijos cremosos, como o “The Special One”, que eu já contei aqui. Além dele, os populares Gouda, Edam e Prima Donna. A degustação dos queijos não é a única atração da loja, que fica no bairro Jordaan, em uma das ruas que passa na frente de um dos canais de Amsterdam, pouco antes de chegar à casa de Anne Frank para quem sai do Amsterdam Centraal. Há muitos acessórios para presente e alguns souvenirs. O atendimento também, ela foi super atenciosa comigo. E é no fundo da loja, depois de descer uma escadinha, que você chega ao museu. É bem pequeno e intimista, com algumas curiosidades sobre a produção de queijos e até roupas típicas para fazer uma selfie na hora no melhor estilo fazendeiro. A entrada é gratuita e a degustação também. Difícil é decidir qual queijo levar para casa depois de tantas provas.

Meu breve tour gastronômico por Amsterdam termina no Winkel 43, também no bairro Jordaan, onde dizem ter uma das melhores tortas de maçã (Appeltaart) da Holanda. Então tive que ir lá tirar a prova real. O lugar é pequenino e muito aconchegante. Cheguei de noite, depois de passar meu último dia em Amsterdam, andando pelas principais atrações turísticas e me perdendo pelas ruas e pelos canais da cidade. Quando entrei me deparei com todo o ambiente iluminado por velas e decoração de Natal, em um clima bem intimista e super convidativo. A torta realmente é deliciosa. Pedi com o tradicional creme em cima e, como acompanhamento, um chocolate quente para esquentar. E o melhor de tudo é que o Winkel 43 ficava a poucos metros do meu B&B. Depois de passar o dia andando pra lá e pra cá, isso é ótimo.

O que não foi tão legal assim foi a demora até alguém me atender. Uma menina que entrou depois de mim foi atendida antes. Teve um casal também, que estava esperando outros amigos. E nada de alguém na minha mesa. Não sei bem o que aconteceu naquele dia. Eu só consegui pedir quando levantei da mesa e chamei alguém para anotar meu pedido. Deixando isso de lado, o que importa mesmo é que valeu a pena provar.